18/07/2008 16:25
São paolistas
((VERSÃO FINAL))
Em cartaz, na Popload:
- a nova rádio rock de São Paulo
- a Inglaterra vs. CSS
- O mastigador de saliva de "Batman"
- César, segundos antes de entalar no Outs
- a tabelinha de shows atualizadaça
- a tal Enquete Popload
* E o fim de semana pertence a este cara...
* LOVEFOXXX NO PRIMAL SCREAM O tal disco pop do Primal Scream já está nos melhores iTunes do planeta, e com ele a música I Love to Hurt (You Love to Be Hurt)", com participação especial de Lovefoxxx, a cantora de uma banda que você conhece que eu sei. A música é bem boa, bem eletropop tipo Depeche Mode, como você vai poder ouvir aí embaixo. Além de Lovefoxxx, o novo disco da banda escocesa tem outra participação muito especial: Josh Homme, do Queens of the Stone Age, talvez o cara mais legal do rock mundial junto com Dave Grohl. O CD do Primal Scream, Beautiful Future, o nono da banda de Bobby Gillespie, sai às lojas na segunda-feira que vem, levando a Lovefoxxx com ele e coincidentemente juntinho com o disco do CSS dela. Ouça, então, I Love to Hurt (You Love to Be Hurt).
Primal Scream & Lovefoxxx I Love To Hurt (You Love To Be Hurt)
* EM DEFESA DO... PIGEON DETECTIVES Acho que alguém tinha que se prestar a este papel, então cá estou. A banda inglesa Pigeon Detectives, de Leeds, lançou um álbum indie-campeão, em maio do ano passado. Era a estréia dos caras e a Inglaterra falou muito deles. O CD foi disco de ouro, vendeu absurdo e tinha um caminhão de singles bons embutidos neles. Uma música boa atrás da outra. Pelo menos cinco delas tocaram sem parar nas rádios. Aí, em maio deste ano, veio o esperado segundo disco, Emergency. Nunca vi um CD ser tão malhado. Tirando a Q magazine, que elogiou, o resto da famoooooosa imprensa inglesa deu uma, duas estrelas (de cinco). A justificativa era a de que o Pigeon Detectives tinha, com o segundo disco, jogado fora a magia, a energia, a graça do primeiro trabalho. Eu andava por Londres na época do lançamento e deu até preguiça de comprar o CD nas lojas. Deixei para baixar depois, em casa, e acabei esquecendo dele. O negócio é que agora o Steve Lamacq, lendário DJ da Radio One, descobriu uma música lá do disco e passou a tocá-la. Chama Everybody Wants Me e é a penúltima faixa do disco de 14. Nem single ela seria. O Pigeon Detectives tinha lançado, antes do próprio álbum, o primeiro single do CD novo, This Is an Emergency. Mas, depois do turbilhão de críticas negativas para o CD, parece que eles tinham achado melhor bater em retirada. Aí então veio o Lamacq e tocou a Everybody Wants Me. Logo, o Zane Lowe também passou a tocar em seu programa, na mesma emissora. Com a Jo Whiley, nas manhãs da Radio One, a mesma coisa. Imediatamente após, a música do fundão do disco do Pigeon Detectives estava na programação da XFM, outra rádio jovem de new music. Já que é assim, o Pigeon Detectives resolveu fazer de "Everybody Wants Me" o segundo single, a ser lançado daqui a duas semanas, dia 28.
* Everybody Wants Me parece recuperar a magia do Pigeon Detectives. A música tem a forma básica de 80% do rock inglês. Baixo pulsante, bateria na levada certa, guitarrinha fazendo o skazinho Clash numa hora e o barulho britpop no momento seguinte. O vocal... o vocal super de moleque de rua inglês, com tudo o que isso significa. A letra é um primor de simplicidade. É historinha de amor perdido, o de sempre. O refrão é baba: Everybody wants me/ everybody wants me / everybody wants me. Aí vem a apoteose brit: But I just want you. Hahaha, sensacional. É a música mais catchy do ano, corrija-me se eu estiver errado. Agora, olha este vídeo da canção, que belezura.
* EU E O PRESIDENTE Primeiro eu sou contracapa e ele é a capa da Rolling Stone brasileira deste mês. Depois, tem o boato de que ele vai ser atração do show do rapper Kanye West no festival Lollapalooza, apresentação que contará com a presença in loco da Popload, segundo o previsto. O Obama está cruzando muito meu caminho. E olha que tem a chance de eu passar uns dias em Washington...
* OI? RÁDIO ROCK EM SP? O Oi com ? é zoeira de twitter. Whatever. O fato é que São Paulo está ganhando mais uma (a única) rádio de rock. Aliás, já ganhou. Está funcionando em caráter experimental, no 94.1, a rádio Oi FM, parte da estratégia da empresa de celular para entrar com tudo no maior mercado do país. A Oi FM, já razoavelmente grande no Rio, em BH e em algumas cidades do Nordeste, chega prometendo o que a gente sempre quis de uma rádio de rock: qualidade. Querem firmar, via rádio, o diferencial do celular, que prega o chip livre da prisão de operadora. Para tal, a Oi FM armou equipe de consultores, planejam uma programação voltada a SP, querem participar de eventos de rock. Por enquanto, nessa fase de experimentações, rola um mix de programas mineiros com DJs falando carioquês e vice-versa. Pelo que eu entendi, o leque vai ser geral, não só rock, não só indie. Botei lá e não dei muita sorte: tocou Barão Vermelho, Lenny Kravitz, essas coisas. Mas prega-se que vai ser uma rádio capaz de se ouvir Dizzie Rascal, depois MIA, depois Pavement, depois Justice, depois Franz Ferdinand. Está tudo no começo, aqui em São Paulo. Vamos ficar de olho no 94.1 para ver o que rola. Rádio, para a música que a gente gosta, faz muita diferença. Tocando em rádio, pilotada por DJ decente, até Coldplay fica legal.
* AFFE, CESAR! Ele foi destaque do mundo indie nas últimas semanas. Ele, César Augusto Barredo, da banda The Razorblades, protagonizou o incrível caso do menino que entalou no banheiro do Outs, clube de São Paulo. Dando seqüência à história, em um segundo esforço de reportagem da Popload, encontramos uma foto misteriosa de César, MINUTOS ANTES da entalada no vão de 15 cm da porta do reservado do banheiro do club rocker paulistano. Em sua narração, divulgada em post anterior aqui na Popload, César avisou que a causadora do incidente foi a vodka. Depois da quarta ou quinta dose, ele saiu de si. Apagou na balada e só lembra de ter acordado horas depois na cama, de pijamas, com as costas raladas. Segundo relatos de seu amigo, em momentos de surto, César chegou até a subir no palco em plena apresentação de uma banda que ele nem lembra quem era. A tal foto misteriosa, presume-se, mostra César num desses momentos de interação com a banda da noite, como dá para ver. Agora, estaria o César dando um stage dive ao contrário, em direção do palco? O que ele está fazendo ali, na horizontal?
* WHY SO SERIOUS? - Batman - O Cavaleiro das Trevas, que estreou nos cinemas neste final de semana, é Batman, Laranja Mecânica, O Poderoso Chefão e Shakespeare, tudo junto, num filme só. É uma ótima história de super-herói, com o drama do herói falível e do bandido indestrutível, mas vai além. É um filme épico. Tinha uma dúvida se ia dar para ver o Heath Ledger fazendo o Coringa sem lembrar que ele morreu bestamente meses atrás. Mas dá sim, por causa de sua interpretação. O Coringa de Leadger é tão genial que dá quase para entender por que ele morreu de overdose de remédios pouco tempo após as filmagens. Nunca mais ele iria conseguir deixar de ser o Coringa na vida. Ele não deve ter voltado do papel. Em quase todos os filmes do Batman, nunca deu a impressão de olhar para o homem-morcego da tela e achar que era o mesmo dos quadrinhos. Mas isso não acontece com o Coringa. O Coringa é o Heath Ledger. Heath Ledger é o Coringa. São de arrepiar as cenas em que o Heath Coringa mastiga sua saliva de modo barulhento, por causa das cicatrizes na boca, e cada vez que vai proferir suas frases criminosas cruéis. Mais: à sombra de Batman e do Coringa está o personagem Harvey Dent, que se transforma no famoso Duas Caras. Para bagunçar esse negócio de quem é totalmente herói e quem é totalmente vilão, tão tradicional nos filmes-quadrinhos, Harvey Dent vai ele mesmo de total herói a total vilão no mesmo filme. E, além de tudo, O Cavaleiro das Trevas tem o Bat-Pod. Fechou!
* TRAGA O VELHO CSS DE VOLTA Nesta segunda-feira chega às lojas inglesas o álbum Donkey, o esperado segundo CD da banda brasileira Cansei de Ser Sexy. O disco, há dias na Internet e no Myspace do grupo paulistano, não tem colecionado boas resenhas na Inglaterra como aqui no Brasil. Os ingleses, que tão bem acolheram o estouro da banda em 2005 e 2006, até mostram alguma simpatia ao disco, mas parecem estar sentindo falta de alguma surpresa, dos truques pop, dos palavrões, como disse a crítica do Guardian e, antes, a Popload. A revista Q saiu recentemente com uma crítica negativa, de duas estrelas (em cinco). Outra publicação, a Uncut, também deu duas estrelas e atestou que algo saiu errado. A Uncut aponta que o disco do grupo são paolista chega a ser "estéril". Outro grande jornal inglês, o Independent, na escrita do conhecido jornalista musical Simon Price, toca na mesma tecla de suas publicações parceiras. Sobre a faixa de abertura, Jager Yoga, Price fala da música como se estivesse falando de todo Donkey: parece um CSS em piloto automático. A edição dominical do Times, outro poderoso diário britânico, chega a dizer que Donkey desaponta. E aposta suas fichas, como a Popload, no desempenho ao vivo da banda brasileira.
* TABELINHA - Morcheeba em Curitiba e São Paulo. As datas do Mudhoney no Clash. As do Peter Bjorn & John no Studio SP. O fim do Indie Rock Festival as we knew it. A tabelinha está uma beleza.
* ENQUETE POPLOAD - É o seguinte. Alguns festivais ainda correm para fechar alguns nomes. E sempre me perguntam quem eu traria, se tenho alguma sugestão. Eu tenho milhares, mas eu transfiro a pergunta a você. Além de tudo o que está na tabelinha, quem mais de banda gringa você gostaria de ver no Brasil ainda NESTE ANO? Eu sempre sugiro o Queens of the Stone Age. E você? Os nomes que pintarem aqui nos comentários eu vou levar para alguns produtores. Quem sabe...
* Vou aí. No próximo post, prêmios e vencedores atrasados. Correio tava em greve, sabe como é... (as if).
enviada por Lúcio
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