26/05/2008 08:07
Hasta la vista, Londres! (versão final)
De Londres e Barcelona.
* Popload já está em Barcelona para o Primavera Sound festival, que acontece a partir de quinta. Esta é a penúltima parada antes da volta ao Brasil-il. Mas o papo hoje vai ser mais sobre os últimos dias na Inglaterra. E vai misturar coisas do Brasil também. Babilônia, lá vamos nós.
* Em cartaz, no Primavera Sound 2008: Portishead, Fuck Buttons, Dinosaur Jr., Holy Fuck, De La Soul, Animal Collective, Vampire Weekend, Cribs, Simian Mobile Disco, Cat Power, Stephen Malkmus, Midnight Juggernauts, MGMT, Sebadoh, 808 State e, entre outros 100 artistas, o incrível... DJ de Mierda. Hahaha.
* DJ DE MIERDA - Adorei o nome do cara. DJ espanhol famoso no underground, residente do conhecido clube local Nitsa, de eletrônico, e... jornalista de moda. Segundo a descrição do DJ de Mierda, no informe do festival, Marc Pinyol (o nome dele) has always looked at electronica from a freakish point of view.
* Sobre o MGMT, e pelo que eu pude ver no show deles no Astoria, em Londres, eu tenho uma boa e uma má notícia em relação às apresentações da banda nova-iorquina no Tim Festival 2008, em outubro. Mais abaixo eu explico.
* CSS - LEFT BEHIND Graças a um amigo inglês, a Popload escutou a faixa Left Behind, o primeiro single a sair de Donkey, o aguardado segundo álbum da banda ing... brasileira Cansei de Ser Sexy. Ouvi a música cercado de mistério, sob juras de não falar muito (já falando...) e principalmente de não entregar a conexão britânica. Nossa, parece uma nova música dos Beatles, hahaha. Left Behind, de batida contagiante, é superpop e bem melhor que a já boa Rat Is Dead (Cage). Aliás, ouvi só uma vez e ela não sai da minha cabeça. Left Behind sai como single de trabalho no dia 14 de julho na Inglaterra. Na semana seguinte, o álbum cheio é lançado no Reino Unido. Uma semana depois, nos EUA. No Brasil, pela Trama, deve chegar às lojas depois disso.
* O TING TINGS E A FACA NA INGLATERRA- Coisas que você não pára de ver e ouvir em uma semana em Londres.
1. Ting Tings tocando toda hora, em todo lugar. Ainda me espanto como uma banda superindie consegue chegar a tanta gente em tão pouco tempo. O grupo, com a hoje massacrada That`s Not My Name, devolveu o rock underground às paradas inglesas, batendo Madonna, Kanye West. É um dos únicos indies a aparecerem no Hits, o canal aberto de vídeos da TV inglesa. No show do Astoria (daqui a pouco falo mais disso), semana passada, tinha um público distribuído assim: 15% indies, 85% pessoas normais. Incrível, para uma dupla bateria-guitarra que toca em cima de base pré-gravada e até o mês passado era só conhecido na Internet com duas musiquinhas.
2. MGMT é o rei das trilhas no Reino Unido. É trilha sonora de pelo menos três comerciais de TV. Deu som a vinhetas para programas de esporte. A onipresente Kids (na Inglaterra o grande hit é Time to Pretend, diferentemente de Brasil e EUA) está até na trilha de documentário sobre A Nova Rússia, que eu vi dia destes.
3. Eurovision Aquele programa-praga de TV que é um festival da canção européia anual, com um participante de cada país. É disputa de canção popular, vale prêmio para o vencedor. Chatura sem tamanho, mas tem uma audiência de 400 milhões de pessoas e acabou de acabar (pelo que eu entendi) na semana passada. Tem audiência gigante até em país que não conta com um cantor(a) participando. Uma russa ganhou a finalíssima, realizada em Belgrado, capital da Sérvia. Deixa o Silvio Santos descobrir o Eurovision... Mas acredito que, se passasse no Brasil, seria de sábado à tarde na Globo com apresentação do Luciano Huck e da Angélica.
4. OS MANOS INGLESES Adooooro papo comportamental em país que não é o Brasil. Aqui na Inglaterra, entre a molecada da periferia, explodiu a onda da faca. Vários crimes de facas, várias reportagens, vários estudos, várias leis discutidas no Parlamento. Sim, já tem uns três anos que começaram a surgir crimes com armas de fogo, um escândalo na Inglaterra, tão corriqueiros no Brasil. Mas no Reino Unido o assunto entre os kids são as facas. Assaltos, brigas de gangues, ataques sem motivos aparentes. Isso tudo estava sendo bastante falado por aqui nos jornais e na TV. Mas a partir deste final de semana f**eu tudo: um ator do próximo filme Harry Potter, Robert Knox, 18, foi assassinado a facadas em um bar de Londres. No filme, ele é o estudante Marcus Belby. O novo Harry Potter estréia nos cinemas em novembro. O teenager morreu ao defender o irmão mais novo (16) de uma encrenca no bar. O assassino o atacou com duas facas. Um dia antes, e sem motivo nenhum, um garoto de 16 anos jogador de rugby também morreu ao ser atacado com faca numa... confeitaria.
5. AS MINAS Enquanto a faca rola solta em Londres, os ingleses discutem também o crescimento de crimes causados por garotas. Os números absurdos na estatística apontam para meninas de 10 a 17 anos. O mundo já tem as bad girls, como estão sendo chamadas. O gráfico comparativo com levantamentos deste ano e do biênio 2003/2004 é alarmante (25% maior). São desde pequenos roubos, crimes grandes, desacato a autoridades, discussões de trânsito (?!?), violência em ônibus, metrô e parques (muitas vezes gratuitas). A série teen inglesa Skins já mostrou um de seus personagens apanhando de graça de um bando de garotas que ele encontrou na esquina. Amiga minha de SP já foi atacada por nada neste ano, depois que umas três garotas a escolheram como vítima dentro de um ônibus na periferia de Londres. As modalidades que mais cresceram nos crimes teen-femininos são roubo e distúrbio da ordem pública. Quase 16 mil meninas entre 10 e 17 anos preencheram B.O. na polícia inglesa no ano passado. Uma garota entrevistada na BBC aponta três razões para o problema de sua idade e de seu sexo: a cocaína, antes cara e difícil de conseguir, virou droga normal entre os ingleses, com isso a meninada 10-17 passou a consumir livremente. O número de meninas que bebem forte, mesmo sem ter idade para beber, cresceu assustadoramente. A pressão de ser garota na Inglaterra, de ser cobrada a ter a mesma performance dos meninos na escola, nos esportes, na vida social, no trabalho (sic).
6. AQUILO DEU NISSO - Tem gente que não acha absurda essa estatística criminal das meninas 10-17 inglesas com o fato de That`s Not My Name, do Ting Tings ter virado single #1 na Inglaterra. Na música, a garota Katie White, que vive na periferia brava de Manchester, fica possessa porque não conseguem chamá-la pelo nome. They call me `her`, diz a letra. Katie White, ao vivo, vai ficando possessa no palco à medida que a música avança para o fim, quando se repete ao fundo a odiosa frase (para ela) Are you calling me `darling`?
* HIVES?!?!?! Que história é essa de shows do ótimo grupo sueco Hives no Brasil? No Chile já vão começar a vender ingresso para um concerto da banda de Pelle Almqvist no dia 9 de setembro.
* AS MINAS DO FOLK Delícia de pequeno festival, com nome ótimo, o evento As Minas do Folk bota no palco do SESC Vila Mariana, em junho, três cantoras bastante comentadas no indie-folk nacional, cada uma com sua levada mais ou menos pop, mais ou menos introspectiva. Abre o festival a incrível
Stephanie Toth (dia 11), 16 anos, cujo pastor é o Elliott Smith e nada faltará a ela. A voz de Stephanie é de arrancar um pedaço do coração. Depois vem a famosa
Mallu Magalhães (dia 12), que desde janeiro já percorreu um caminho inacreditável, do clubinho indie à TV Globo, para quem tem apenas 15 anos. Encerra o festival a cantora
Blubell, nome artístico da Bel Garcia, veterana entre as minas do folk paulistano e já mais ou menos conhecida desde o ano passado, quando lançou o disco Slow Motion Ballet. Todos os shows começam às 20h30.
* MUSE E as apresentações do grupo inglês Muse no Brasil (você viu aqui antes) em julho/agosto já está se materializando oficialmente. O site oficial da banda coloca as datas dos shows confirmados da Argentina (dia 24) e do Chile (26). Parece que, no Brasil, não será um só concerto (o de São Paulo).
* BLOC PARTY Atração do Planeta Terra 2008, a banda britânica Bloc Party deve fazer pelo menos três shows no Brasil, depois do festival paulistano. E pode até ser mais. Rio de Janeiro e Curitiba parecem ser destinos certos da passagem da turma de Kele Okereke no país.
* A FRANÇA CONTRA O JUSTICE Olha lá. O último vídeo da ótima dupla eletrônica francesa Justice, o frenético e ultraviolento Stress, foi bater no alto governo francês. Os dirigentes do país proibiram a exibição do vídeo nas TVs e ameaça fazer a banda se retratar de algum modo, já que não consegue parar "Stress" na internet. Stress foi filmado por Romain Gravras, filho do famoso cineasta Costa Gravras. Mostra um bando de jovens da periferia tocando o terror em lugares públicos, tipo metrô, ônibus e bares, além de atacar turistas com violência, fazer quebradeira generalizada e o escambau. Cenas que remetem aos graves distúrbios na periferia francesa de queima de carros e depredações em 2005, conhecidos como a revolta de banlieue, que na verdade nunca acabou. O ministério do turismo francês acha que o vídeo, conforme a dupla vai ganhando mais e mais notoriedade, pode prejudicar de alguma forma as visitas de estrangeiros. O governo alega ainda que Stress, além de poder incentivar distúrbios entre os jovens, glamourizando a violência entre a moçada pobre (que conta com a simpatia "à francesa" dos ricos), serve ainda para estigmatizar de vez os jovens de periferia, principalmente os negros (e) imigrantes.
* A tradução dessa reação das autoridades francesas contra um vídeo musical é a seguinte: Stress mostra uma Paris em combustão e cada vez mais longe da cidade linda e romântica dos museus e igrejas. No vídeo do Justice, a molecada encapuzada e com jaqueta com uma cruz (símbolo da dupla) nas costas, apavora turistas japoneses na escadaria da basílica do Sagrado Coração, no Montmartre, um dos cartões postais da França. O que mais apavora o governo, também, é o recado de Stress. Antes os arruaceiros do subúrbio quebravam o subúrbio. No vídeo do Justice, eles pegam ônibus e trem para chegar ao coração de Paris, seu famoso centro.
* Gaspard Augé, o bigodudo do Justice, afirmou em entrevista que jamais achou que a discussão do vídeo fosse chegar tão longe. Disse que nunca pretendeu incitar violência nenhuma ou orientar pensamento de ninguém. A forma como eles vêem arte, se defende Augé, está em mostrar a todos o que nem todos estão vendo. Se o vídeo causou todo esse debate, é porque feridas estão abertas.
* Ele já esteve aqui em Popload, mas não custa nada a gente republicar o vídeo de Stress, do Justice.
* MGMT: O MELHOR E O PIOR SHOW DO MUNDO Estas são a boa e a má notícia em relação ao MGMT, banda que vai figurar na lista de atrações do próximo Tim Festival, quando a própria se tornar oficial. Do que deu para ver no abarrotado Astoria, em Londres, na semana passada (uma das primeiras grandes provas do crescimento de uma banda), o resultado do show pode ser resumido em uma palavra: desequilibrado.
A notícia ruim... Tudo bem a banda pender para uma psicodelia freak, quando o som é bom. Tudo bem a roupa e a bandana na cabeça do figura Andrew VanWyngarden. Tudo bem o grupo se assustar um pouco com um Astoria lotado, porque faz parte. Mas começar o show com uma garota e o guitarrista-suporte tocando flauta de modo esquisito por intermináveis cinco minutos é demais. Nem na Vila Madalena, em SP, iriam agüentar. A agora banda-de-cinco que é a dupla MGMT ainda está longe de estar no ponto. Mais da metade do show lembra um Jethro Tull mal tocado. Foi muita viagem sonora para lugar nenhum. É fácil fazer um texto sobre um show do MGMT usando sonoridades dissonantes, abismos de texturas assimétricas que tangenciam uma atmosfera anos 70, essas coisas. Mas tudo para significar: xarope. Aí encontrei no show um cara mais velho que eu, que me perguntou: Sabe o que me lembrou? Você já ouviu Uriah Heep?. Faz tempo que eu não via um show esvaziar tanto da metade para o fim. Nem o hit esperaram. Depois eu entendi por quê. Na Inglaterra o hit é Time to Pretend, que eles tocaram na metade do show (acho). Deixaram Kids para o fim, que por algum motivo não comove os ingleses como o faz nos EUA e Brasil. A fera Kitty Empire, do jornal Observer, escreveu mais ou menos que, tinha hora, os meninos do MGMT pareciam um bando de estudantes velhos tocando covers do Yes. E arrebatou o parágrafo com um I want to cry.
A boa notícia... Porém, a metade boa do show vale muito a pena. É quando as sonoridades dissonantes fazem sentido e o MGMT parece então uma grata banda freak da Nova York ano 2008. Freak, mas NYC 08. As músicas bacanas da dupla expandida a quinteto são muuuuuito bacanas, e ao vivo a coisa vira celebração. Piece of What, Electric Feel, Time to Pretend, The Youth e Kids. Se tocadas só essas e na seqüência a banda deixasse o palco tal qual Jesus & Mary Chain nos anos 80, o MGMT faria um dos shows do ano. Mas o que pega é o tal recheio Yes Cover.
* MGMT VÍDEO A jam da flauta e, aí sim, a entrada da delícia Electric Feel. MGMT nos Astoria, em vídeo feito pelo chapa Bruno Natal, piloto do site
URBe, que estava no show comigo. O Bruno me contou que viu, no meio do show, alguém escrevendo freneticamente um SMS para um amigo. Esticou o pescoço e leu no celular: Por favor, nunca vá a um show do MGMT. Eles são uma espécie de pesadelo do Pink Floyd. Haha. Engraçado, vai. No URBe tem fotos e a visão do senhor Natal sobre a apresentação do Astoria.
* TING TINGS AO VIVO - E, no dia seguinte (quinta passada), outra prova-dos-nove indie. O Ting Tings, a dupla da Grande Manchester, volta a tocar em Londres, também no Astoria cheio, e desta vez na condição de banda do single número um das paradas. A coisa muda de figura. O show anterior visto pela Popload em Brighton, dias atrás, já tinha sido meio confuso, mas em clubinho tudo funcionou como uma balada boa. Já o duo no Astoria, fazendo seu "grande show" como headline na Charing Cross, se mostrou bem nervoso. O microfone caiu várias vezes, o bumbo andava quando tocado, o pedal da Katie White não funcionava e ela descia para acioná-lo na mão, o vestidinho dela tava bonitinho demais. O roadie parecia que fazia do Ting Tings um trio, de tanto que ele apareceu no palco para apagar incêndios. Também faz parte. Outro nome indie com algumas músicas ótimas e outras médias, o Ting Tings ao vivo não inventou. E com os nervos controlados da metade para o fim o show decolou. Nada inesquecível, mas sempre divertido. A parte masculina da dupla, o Jules De Martino, tem o groove. Em algumas horas ele comanda a base, toca bateria e guitarra ao mesmo tempo. Se a Katie White sujasse um pouquinho a guitarra dela, acho que o show seria lindo, porque ultrapop as músicas do Ting Tings são. Aí embaixo tem o vídeo do Astoria para a performance da deliciosa Great DJ, o primeiro single deles e a que abre o álbum debut We Started Nothing, que nesta semana caiu direto no primeiro lugar na parada. Single e álbum, Katie White?
(Repare no microfone caindo.)
* KATE NO BRASIL? É sério. Ela não é cantora, não é banda. Mas merece a menção. A atriz Evangeline Lilly, a Kate da série Lost, afirmou nos EUA que tem marcado um período de férias relaxantes na América do Sul em junho. Ela não deve ir relaxar no Chile ou Bolívia... No Brasil tem o amigão Rodrigo Santoro, ex-companheiro de série... Enfim.
Lost é encerrado de modo dramáááático e com episódio duplo nesta quinta, na TV americana. Horas depois, na internet mundial.
* A NOVA ONDA DO NEW RAVE KIDS Com shows zoados, músicas confusas e cabeçadas no teto dos palcos, eles pareciam estar zoando com a gente. Agora jogaram as músicas velhas no lixo, adotaram nome novo, lançaram o primeiro EP no MySpace Brasil, estabeleceram uma conexão internacional e transformaram uma música do lendário The Fall em new rave. O trio (mais ou menos) paulistano NRK, ex-New Rave Kids on the Block, quer ser levado a sério.
- Do Fall. Do FALL. Quem faz uma cover decente de banda tão decente leva o carimbo Respeito Popload. A espertíssima Couldn`t Get Ahead, versão de pista para o clássico do grupo do senhor Mark E.Smith, veio parar aqui na Espanha. O bombado blog espanhol Buffet Libre (.net), a Popload daqui (hehe), vai lançar um projeto chamado Rewind, de releitura dance de músicas incríveis dos anos 80. O NRK entra com a cover do Fall (outro nome brasileiro, o Database, está em Rewind). Você ouve a brasileira Couldn`t Get Ahead aqui embaixo.
NRK Couldnt Get Ahead
- Couldn`t Get Ahead está no primeiro trabalho do NRK, hã, verdadeiramente lançado. É o EP Radical, destaque do
MySpace e disponível para download no
site do grupo. Radical é puxado por Flashlite Monkey, que já tocou no programa de rádio Poploaded, versão sonora deste blog, co-apresentado por Fabio Massari.
- O NRK deve ser destaque da luxuosa e colorida revista indie inglesa Amelia, hippie-hype-fashion-art-music. A própria Amelia esteve no Brasil recentemente para registrar a cena. O número Brasil" da Amélia vai ter música do NRK em pen drive.
- O N(ew) R(ave) K(ids), Cello+Goos+Raphael, pode ser pego ao vivo nesta quinta, 29, na Casa dos Criadores, dia 12 de junho na famooooosa Rockfellas do Vegas, 21 na Fosfobox (Rio) e 25 na infernal Funhell (Funhouse).
- A imagem beco-fashion acima é da fotógrafa Mari Juliano, internacionalmente conhecida por fotos ótimas do Bonde do Role e CSS.
- Repare: a hype machine já está ligada.
* O NOVO STUDIO SP - O Studio SP está morto. Viva o Studio SP. A casa indie da Vila Madalena fechou, ohhhhh! Mas reabre nesta quinta na Augusta, ehhhhhhh! A estréia deste dia 29 se dá com festa fechada, para convidados. Espaço versátil que se travestia de casa de shows, galeria de arte, sala de sarau literário e clube de balada conforme a ocasião, o pequeno estúdio SP ganha galpão no agito da rua Augusta em espaço para quase 500 pessoas. O novo Studio SP fica na rua Augusta, 591, centro. Perto dos clubes Vegas, da Outs, do Inferno e Roxy. Em pouco mais de 300 metros, o trecho de baladas faz da Augusta nossa pequena Austin (Tx). É sério isso, hehe.
- na sexta, dia 30, o Studio SP abre ao público com artistas americanos. Direto de Baltimore, o atari-freak Adventure e o folk Lesser Gonzalez Alvarez inauguram a casa, junto com o brasileiro Kassin tocando gameboy. Na semana que vem tem Vanguart, Turbo Trio e Cidadão Instigado tocando no palco em S (?!?) da nova instalação.
- uma das mudanças marcantes da nova fase é a entrada do novo sócio do Studio SP, o cozinheiro-galã Olivier Anquier, que também vai ser curador gastronômico do clube. Os indies e hip-hoppers precisam comer bem, como não? Anquier vai selecionar o cardápio do Studio SP com comidinhas brasileiras de assinatura. Vai ter de queijadinha da dona Terezinha de Tatuí ao tradicional pastel de bacalhau do Mercado Municipal de SP, passando pelos incríveis churros em espiral do Toninho da Mooca. Em junho, por exemplo, a cozinha do clube vai receber como atração principal o famoso tacacá (caldo de tucupí com camarões secos) de dona Maria de Belém (PA). Nhami!
* THE GREAT ESCAPE Continuando a amostragem do que rolou no maior festival de nova música da Europa (palavras deles), há alguns dias na Inglaterra, vão aí os vídeos da norueguesa-sueca-inglesa Ida Maria, louca de pedra, e do incrível grupo inglês Friendly Fires. O último tocando "Paris", uma das três músicas mais legais do ano. Na verdade, Paris é que é incrível. Sobre a Ida Maria, desafio o leitor querido a achar uma música só dela ruim ou mais ou menos. Go!
- Find a cure. Find a cure for my life. Put a price
- One day, we`re gonna live in Paris. I promise.
* PREMIAÇÃO DA SEMANA Então está combinado: lista de ganhadores, completa, quando eu voltar a São Paulo. Quanto aos prêmios, segue valendo todos (o álbum do Ting Tings, o primeiro do Bloc Party autografado, o pacote inglês de revistas e o pacote de discos do rock sueco), sempre acrescidos de um novo. E o novo, agora, é o seguinte:
- O pacote Barcelona: a Rolling Stone espanhola, a revista moderna Go com CD de rock espanhol e uma camiseta a definir, provavelmente uma do festival Primavera Sound.
* Estoy listo!
enviada por Lúcio
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