05/05/2008 15:07

C$$ e a história da Madonna no... Nordeste


* BREAKING NEWS - Opa, opa. O Chile já vende ingressos para o show de Brett Anderson, ex-Suede, em junho. E a Colômbia divulga datas em setembro para shows da Siouxsie. Será que eles vêm ou vão fazer como o Jarvis Cocker?

* MOUSE NA ESTRADA - A Popload volta a ir fuçar assuntos pop em terras estrangeiras. Se tudo correr como planejado, este blog passa a ser escrito nos próximos dias de lugares como Estocolmo (?), Brighton (?!), Londres (normal) e só vai acabar em Barcelona, no final do mês. À medida que a viagem for rolando, você vai ser avisado.

* CSS E O SHOW MAIS CARO DA VIDA – O grupo brasileiro CSS fez o show mais caro da sua história e talvez o mais caro da história de qualquer grupo brasileiro nesta semana, em Londres. Segundo a famigerada "imprensa inglesa", a banda teria recebido 185.000 libras (mais de R$ 600 mil) para tocar na festa de 16 anos da filha do famoso magnata russo Roman Abramovich, Anna. O milionário Abramovich, dono do timaço inglês Chelsea, é fugitivo russo e, dizem, ligado à máfia vermelha. Cada um com seus problemas. Jornais britânicos publicaram ainda que na festa, que aconteceu no clube Paper, no West End londrino, tocaram também os Klaxons. E a balada teve discotecagem da boneca Alexa Chung, namorada do monkey Alex Turner, que ficou ao lado dela nas picapes. Parece, ainda de acordo com os brit-jornais, que cada convidado saiu com uma sacola de lembrancinhas que continha iPods e jóias. Meldels.

* O CSS lança "Donkey", seu aguardaaaaado segundo álbum, no dia 21 de julho. O CD sai na Inglaterra, EUA, Canadá e Japão. A faixa quase-grunge (palavras do Adriano Cintra) "Rat Is Dead (Rage)" foi colocada disponível para download na semana passada.




* Ops. Teriam vazado as datas da turnê mundial da Madonna. E tem um show marcado para o Rio, Maracanã, dia 9 de dezembro. E um outro marcado para um tal de "estádio do povo", em... Fortaleza. Um site gringo já estaria até vendendo ingressos. É até suspeito (eles dizem que o show de Buenos Aires será no "Maradona Stadion"), mas o desenho de turnê é bem bom.

Tue, 09/12/2008
19:00 Maracana Stadion, Rio de Janeiro

Thu, 11/12/2008
19:00 Stadion Pueblo, Fortaleza

* RADIOHEEEEEAD – Surpresa da lista de músicas do primeiro show de sua nova turnê mundial, que rolou nesta semana em West Palm Beach, na Florida, foi a linda “Bullet Proof (I Wish I Was), faixa do incrível álbum “The Bends”, de 1995, época em que o Radiohead ainda era deste planeta. Balada quase silenciosa. Inesperadíssima. O vídeo que prova que “Bullet Proof” foi tocada está aqui.





* TERREMOTO NO MATO GROSSO – Ou, “Quando Mallu Magalhães tocou em Cuiabá. A menina-fenômeno indie folk se apresenta neste sábado em Cuiabá, na reinauguração da Casa Fora do Eixo, importante sede da movimentada cena local, que despontou Vanguart e Macaco Bong. Fui informado de que lá só se vende ingressos antecipados raramente. Esquema indie claro, o povo costuma comprar as entradas na hora. Quando é o Vanguart que toca por lá, costuma abarrotar, dar confusão e a casa é obrigada a vender uns ingressos antecipados, sempre por volta de 30. Para o show da Mallu, venderam 150, que era o que tinham na hora. Na casa cabem 300 pessoas. A média de ligações diárias atrás de info do show passa das 20. “Tenho medo da quantidade de pessoas que vai ficar para fora. Nunca lidamos com isso”, disse Pablo Capilé, do Fora do Eixo.

* STEREOLAB - Olha só quem apareceu. Vídeo novo de música nova de disco novo do Stereolab, a banda inglesa de sotaque francês que deveria estar tocando (não é gerúndio marketóide) por estes dias aqui no Brasil. O vídeo é o lisérgico "Three Women", canção fofa-stereolébica que vai estar no próximo disco da banda, "Chemical Chords", que tem data de lançamento em agosto nos EUA e Inglaterra. É o primeiro CD deles desde 2004. Curta o vídeo "geométrico" deles. Reza a lenda que tem uma historinha embutida, bem sexual até. E que o lance das "três mulheres" estaria muito bem explicado. Eu fiquei com preguiça de "analisar". Talvez voltemos ao assunto depois.





* THE KOOKS - A entrevista que eu fiz com o guitarrista Hugh Harris saiu nesta quarta, na Folha de S.Paulo. Vou reproduzir uns trechos do material. Eu tinha um pouco de preguiça do Kooks até vê-los ao vivo no South by Southwest (Texas) do ano passado. No palco os moleques são um furacão. O show de Austin foi apresentado pelo grande DJ inglês Steve Lamacq (BBC), que eu acompanho desde 1991. E o cara fez uma introdução empolgada do Kooks, que na hora me espantou. Depois descobri por quê. Bom, vamos ao que foi publicado no jornal, mais ou menos.

* A banda inglesa The Kooks, quatro moleques de 20 e poucos anos, calculadamente bonitinhos e bem vestidos, é um ótimo grupo para você gostar e dizer para todo mundo que odeia. Principalmente agora que ela volta a ser grande notícia no pop, por conta do lançamento do seu aguardado segundo disco, esperto “Konk”, que está chegando às lojas brasileiras. O Kooks faz boas músicas lá-lá-lá, daquelas grudentas, para cantar junto. Vendem alguns milhões de CDs, seus enérgicos shows (inclusive nos EUA) estão sempre lotados. Mas a “fama” que eles carregam não é fácil: (1) banda mais preocupada com cabelo do que com suas músicas; (2) banda indie-comercial, que sem pensar troca a chamada “integridade indie” por um refrão fácil e assobiável; (3) banda “de meninas”, no caso banda “para meninas”; (4) banda posh (no sentido Spice Girls, tipo “bandinha da moda”); (5) banda pós-boys band, espécie de reedição dos fabricados grupos de garotos cantores. Dito isso...

* “Dane-se”, resume o guitarrista do Kooks, Hugh Harris, 20 anos, em entrevista por telefone, de Londres. “Nossa intenção é fazer canções pop, para o maior número de pessoas possível ouvir nas rádios, acessar na internet, cantar em bares, em clubes, nas ruas. Nossos CDs vendem por causa delas, nossos shows estão sempre cheios de pessoas animadas por causa delas. Nos sentimos honestos fazendo o som que estamos fazendo. O resto não nos interessa.”
“Konk”, o CD que está sendo lançado no Brasil, o sempre difícil segundo álbum para muitas bandas, parece que no caso do Kooks nem “doeu” para ser produzido, segundo o guitarrista. O álbum novo nasceu com a missão de suceder o algo-aclamado disco de estréia “Inside In/Inside Out” (2006), que vendeu 2 milhões de cópias no mundo todo, grudou o Kooks nas TVs e rádios inglesas, conseguiu boa entrada nos EUA e teve hit regravado por Lily Allen.

* “Não mudamos quase nada do nosso som para esse disco, em comparação ao primeiro. Nossa fase ‘garotos se divertindo com música, atraindo muitas meninas e ganhando bastante dinheiro com isso’ ainda não acabou. Então para que mudar?”, disse o guitarrista.
”Konk” foi lançado na Inglaterra no dia 14 de abril e foi direto ao primeiro lugar da parada. Quase um mês depois, ainda frequenta o Top 10 britânico. O single “Always Where I Need to Be” é onipresente nas rádios inglesas desde março. É uma das músicas mais massacradamente tocadas em qualquer andar da Topshop, talvez a loja de roupas e acessórios mais povoada de jovens do mundo. Isso não é pouca coisa.

* “O Brasil vai nos ver ao vivo em um desses festivais ainda neste ano. Não lembro o nome. Nos disseram que é algo entre julho e agosto”, entregou o guitarrista do Kooks, quando a entrevista ainda estava longe do famoso tópico “shows no Brasil”.
A Popload apurou que a data de julho/agosto não é tão precisa, mas a banda está sendo mesmo cogitada para um dos grandes festivais do segundo semestre. Na Argentina, fala-se que o Kooks está certo para tocar por lá no começo de novembro, em um festival que dialoga direto com eventos pop brasileiros como o Tim Festival e o Planeta Terra.

* O que é bom saber de uma performance ao vivo do jovem grupo inglês é que em disco eles são um, no palco a banda se transforma. Em show, o britpop de canções fofas ganha peso incrível, algumas horas quase punk, sem a “limpeza” das gravações de estúdio.
Diferentemente do que sai em disco, Hugh Harris entrega ao vivo uma guitarra bem mais suja; o vocalista Luke Pritchard canta quase gritando; a velocidade das músicas, seja na sossegada e “velha” “Naive” ou no rockinho novo “Always Where I Need to Be”, é acelerada.

* Acompanhando as performances do Kooks nos EUA, sempre importantes para a aceitação de uma banda nova inglesa, um repórter do jornal britânico “The Guardian” atestou que o Kooks estava atraindo por lá um incrível número de meninas para suas apresentações. E fez a comparação: os shows na Inglaterra estão mais “evoluídos”, porque as garotas que amam a banda já começaram a levar seus namorados. Um show do Kooks no Reino Unido agora é composto por um público 50%-50%. E isso não tem agradado tanto a banda. O Kooks faz turnê no Reino Unido, com ingressos esgotados. Depois embarca aos EUA e Canadá, para já concorridos shows. No segundo semestre deve ser nossa vez de ver a banda.

* PREMIAÇÃO DA SEMANA – Segue a promoção oferecida no último post. O que está a sorteio é o seguinte:

1. Um Prêmio Coachella, vindo direto do recém-realizado festival da Califórnia. Um disco da banda americana MGMT, um dos mais badalados shows do festival do deserto neste ano. O prêmio é trazido pela correspondente Fernanda Vendramini Tedde (twoway-monologue.blogspot.com), que assinou a esperta cobertura via SMS especialmente para a Popload.

2. A edição americana da esperta banda nova Vampire Weekend, superatração do último Coachella, e que está ajudando (junto com o ótimo MGMT) a devolver a graça ao som de Nova York, que andava meio caído.

3. Um pacotinho de CDs nacionais, recém-lançados: o novo do Hot Chip, o duplo dos Stones (a trilha do documentário do Martin Scorsese) e a edição “turnê” de “Our Love to Admire”, do Interpol, que além do terceiro disco do grupo traz um DVD com show dos nova-iorquinos.

- O esquema para concorrer é o velho email lucio_ribeiro@ig.com.br ou via comentários.

* Tchau!

enviada por Lúcio






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Lúcio Ribeiro é jornalista. Edita o Popload e escreve sobre música e cultura pop para a Folha de S.Paulo. É colunista das revistas Capricho e Homem Vogue. Co-apresenta o programa de rádio Poploaded. É DJ residente do clube Vegas e viaja o Brasil tocando em festas de rock.

Clique aqui para ver o tracklist do programa e vídeos da session ao vivo.

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