27/03/2008 12:51
Franz Ferdinand turns Brasil on
* Hit me on my beeper, hit me on my beeper.
Beeper beeper beeper beeper.
* Ai, ai. Até dá um comichão na barriga. A empresa argentina DG, gigante da área de shows e parceira do Tim Festival na importação de atrações internacionais, está negociando com Peru e Chile uma turnê já acertada com o adorado grupo escocês Franz Ferdinand para ainda este ano, mais precisamente no segundo semestre. Isso significa que...
* Sim, Franz Ferdinand está confirmado no Brasil. Detalhes em breve.
* Um dos discos mais aguardados de 2008, o terceiro álbum do Franz Ferdinand, bem mais dançante, deve sair entre agosto e outubro. Os blogs britânicos discutem se esta capa abaixo, que apareceu do nada no MySpace do grupo de Alex Kapranos, é a capa real do novo CD.
* Tem esta capa de trabalho, tem o nome de trabalho do disco, que é Not Yet.
O terceiro Franz Ferdinand, não sei se você se lembra do ano passado, já tem um megahiperhit do tamanho de Do You Want to. Ou a nova Take Me Out, como correu para falar o jornal inglês The Guardian. É a música Turn It On, ótima, que apareceu em alguns shows-surpresa do FF na Irlanda, Escócia e Nova York, se não me falha a memória (quem não falha é a preguiça de checar). Em 2007 botei um vídeo dela aqui no blog, tirado de uma apresentação no Bowery Ballroom, em NYC.
* Turn It On é aquela que o Kapranos invade um teclado de filme de vampiro, gritando Não é nada fácil ser seu amante quando você nem sequer me dá um telefonema. Outras faixas do álbum, pelo que corre, são: English Goodbye, Favourite Lie e Katherine Kiss Me, esta famosa e que vai ter outro nome.
* FALSO FRANZ FERDINAND No mundo maravilhoso do YouTube, já tem uma apresentação incrível de um falso Franz Ferdinand cantando Turn It On. Como diz um dos comentários, OMG. This is freakin AMAZING!!!
* SONAR SÃO PAULO - Use o primeiro semestre para juntar dinheiro. Dia 6 de outubro, em São Paulo, volta a versão brasileira do grande festival espanhol.
* AUGUSTA, TEXAS A já musicalmente movimentada Rua Augusta está se tornando oficialmente a versão brasileira da Rua 6, em Austin, Texas, o pedaço com mais bares e clubes do mundo, segundo os texanos acreditam. O STUDIO SP, tradicional casa de shows indie da Vila Madalena, vai se mudar para um galpãozão da Augusta, entre o Vegas e o Inferno, pertinho do Outs. O novo Studio SP já deve funcionar a partir de maio, é a idéia.
Quem começa a funcionar nessa concentração de clubes na Augusta é o novo STUDIO ROXY, espaço de rock, nova MPB e música eletrônica que inaugurou nesta última semana (quarta) no número 430. Voltada para o público GLS, a casa vai ter a maioria de sua programação voltada para meninas.
É sempre engraçado observar a galera que desce a Augusta depois da meia-noite. Não estou falando dos travecos bombados ou das meninas "saidinhas" em horário de trabalho. Olhando bem os grupinhos que circulam pela rua atrás de música dá até para sacar onde vai ser a balada. É nesse lado menos "privilegiado" (dependendo do ponto de vista, claro) da Augusta que o bicho pega. Para analisar essa movimentação toda, a Popload chamou sua consultora de tendências Ana Bean, que radiografou a badalação e os baladeiros da Augusta, a partir de seus clubes.
- Augusta, 414 - o Clube do Bolinha: é só reparar na fila enorme de meninos na porta. O OUTS é o clube veterano da turma, levando roqueiros (num estilo mais sujinho e garageiro) à Augusta desde 2003. Dizem as meninas que o ambiente não é nem um pouco "girl-friendly", mas de friendly o rock também não tem nada. A faixa etária é sempre uma surpresa e depende muito da banda da noite. Do garotinho indie ao tio dele, é uma homarada só se acotovelando na pista - e no bar. A paquera lá é difícil, conseqüentemente.
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Augusta, 430 - o Clube da Luluzinha: o ROXY é para meninas que curtem meninas e para quem curte meninas que curtem meninas. Ou não. Vale para todo mundo, mas assim como o Outs, digamos que o ambiente não seja "boy-friendly". Chegou a vez delas, meninos. Aqui as garotas são descoladas e roqueiras, como o nome entrega. De inpiração nova-iorquina, o forte do clubinho é o eletrônico, e depedendo do dia, rola até MPB ao vivo.
- Augusta, 501 - o Inferninho Cool: se o grupinho de meninos e meninas rumo ao centro for mais arrumadinho, o destino é o INFERNO. "Arrumadinho" aqui é super subjetivo, mas entenda-se: vestimenta indie-rock levada a sério. Nem tão rock-sujo-e-visceral como o Outs, mas também nem tão eclético como o Vegas, o Inferno é o meio-termo da Baixa-Augusta. O clube virou casa de shows respeitada pelo público roqueiro, recebendo de ska jamaicano a indie neozelandês. De rock argentino ao Bo$$ in Drama. Molecada bem jovem e clima de paquera (hihi), sendo que o volume do som da casa se encarrega de encurtar o papo e partir para o que interessa.
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Augusta, 591 - a Nova-MPB: a partir de abril/maio, com a abertura do novo STUDIO SP, uma nova turma começa a engrossar essa procissão rumo ao centro. É a turma "MPB-cabeça", no bom sentido. A galera que ainda não sabe se precisa odiar o Caê porque gosta do Interpol, ou se deve amar o Caê só porque gosta de Devendra. Os sambistas-indies, ou indie-mpbistas, se preparam para disputar espaço com os roqueiros da Augusta. Vai ser chinelão e bermuda contra coturno e jaquetão de couro. Convivendo amigavelmente, já que o próprio clube continuará com sua noite semanal de rock. Os indies agradecem. É dali que saem projetos incríveis como a Invasão Sueca e o especial da Mallu para o programa Poploaded, onde realmente tudo começou.
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Augusta, 765 - a Augusta Luxo: o público do VEGAS nem precisa descer a Augusta andando. Se você ouvir aquele barulho inconfundível de uma Harley-Davidson, ou enxergar um carro-banheirona azul calcinha descendo a rua, pode rumar ao Vegas. O público ali chega em bando e já chega causando. Cada dia é um dia, e o que acontece no Vegas, você bem sabe, fica no Vegas. Da turma da firma que decide ser moderno às pin-ups que dançam no balcão, o clube é democrático ao extremo. O rock acontece às quintas. Acontece é até ser bonzinho demais. Perguntem ao carinha que controla a luz da pista: esse já viu de tudo na vida.
* MUITO ALÉM DO FRANZ A coisa está boa. Fora tudo o que vem se falando aqui, é assim: em abril tem o Hercules & Love Affair em São Paulo. A Yelle está fechada. O Justice está na mão. O figura Rufus Wainwright vem em maio. E o brother Thiago Ney entrega na Folha que o Jesus & Mary Chain vem ao Brasil para o Planeta Terra, que será no dia 8 de novembro. Seria Jesus & Mary Chain e Bloc Party?
* MAIS: WHITE WILLIAMS Muito falado nos últimos Pitchfork Festival (Chicago) e Sxsw (Austin), o White Williams, grupo de Cleveland que mora em Nova York, vem tocar no Brasil no final de abril. Em São Paulo, a banda de Joseph Williams se apresenta no Studio SP, dia 25/4 (no novo ou no velho Studio SP, será?). Tudo muito indie, como é bom. O White Williams é levado por barulhices anos 80. New Violence é ótima. No ano passado, o grupo abriu os shows do Rapture. Depois do Brasil, engatam uma turnê européia, em maio. No MySpace da banda está assim: um show em Bauru, interior de Sâo Paulo, e o próximo no Moshi Moshi, em Londres. É engraçado, vai.
* MAIS: SHELLAC E SEU SHOW CHOCANTE O cultuado Shellac, veterano power trio do rock underground americano, está excursionando por estes lados. Nesta sexta toca em Porto Alegre, no sábado se apresenta em São Paulo (no esperto palco do clube Clash). A banda do histórico Steve Albini, produtor de Nirvana e Pixies, começou os shows no Brasil pelo Rio de Janeiro, terça-feira passada. Durante a incrível A Minute, Steve Albini levou um baita choque ao segurar o microfone no palco do Teatro Odisséia. Mas a cena "chocante" pareceu parte da performance, até. Este vídeo da música entrega a descarga que Albini levou, no segundo 47 de sua duração. Dá uma olhada.
* Deve sair neste sábado na Folha de S.Paulo uma entrevista minha com o Steve Albini. Pena que não coube a parte do papo sobre Barack Obama e Hillary Clinton.
* Já volto com mais.
enviada por Lúcio
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