05/03/2008 11:19
Bob Dylan é minha constante
* Popload em São Paulo (hehe).
* A coisa está se reorganizando por aqui, então até o final de semana só vai ter este post. Que vai crescer, crescer. Dia a dia.
* Talvez eu deva essa satisfação. Vai haver uma correção de rota das viagens da Popload em 2008. Saem Sxsw (Texas) e Coachella (Califórnia). Estou sentindo a vibe vir de outros lugares. A rota a ser seguida vai ser, se tudo correr dentro dos planos, Estocolmo, Barcelona e Escócia.
* Volta de viagem é aquela coisa. Perde-se aqui, ganha-se ali. Perdi a (pré-)estréia do filme The Other Boleyn Girl, produção que junta só a Scarlett Johansson e a Natalie Portman na mesma história. Ainda mais fazendo duas irmãs a fim de pegar o mesmo rei da Inglaterra. Intriga, romance e traição, diz a sinopse. Um dos motes do filme é bom: Só uma coisa poderia entrar no meio dessas irmãs... ... ... ... Um reino!.
* O que ganhei voltando foi escapar da queda de temperatura e ameaça de nevasca. O friozinho está bravo lá. Fora os abalos sísmicos cavernosos. Se bem que no Ceará a terra também tremeu, em total sintonia com a Inglaterra. Seria Fortaleza a nova Londres? Seria o Montage o novo...
* INTERPOL E A MULHERADA - A cena independente brazuca já respira Interpol. A primeira aparição ao vivo dos príncipes das trevas indie (a nomenclatura não é minha) acontece por aqui na semana que vem, quando o quarteto de Nova York toca em São Paulo (dia 11), Rio (13) e BH (15). Não sei como está a situação dos ingressos em Minas e no Rio, mas em SP parece que está esgotando. Segundo soube a Popload, o guitarrista Daniel Kessler andou perguntando se em São Paulo tem lanchonete do tipo da Hooters, americana. Sabe a Hooters? Aquela hamburgueria cuja atração principal são as atendentes, as garotas Hooters, sempre bonitonas e (parcialmente) vestidas por seus famosos shortinhos em laranja e as grudadas camisetinhas-inhas brancas. Eu sei que tem uma Hooters no Brasil, nem tão longe assim do Via Funchal. Fica dada a dica. Do provável passeio Interpol (para as meninas) e da lanchonete em si (para os meninos).
* WOMBATS EM LONDRES Uma das grandes bandas pequenas da Inglaterra hoje, o Wombats não me agradou muito quando surgiu, no ano passado. Eu achava engraçado que numa mesma música eles conseguiam ser bacanas e chatos. Ou o começo era ótimo e o refrão, nada-a-ver, ou o contrário. Cheguei a desprezar no ano passado um show deles em Liverpool, a casa deles, por pura falta de motivação (mais conhecido como preguiça). Óbvio que me arrependi. Passei a gostar mais dos três de Liverpool, e nem é por causa do hit Lets Dance to Joy Division, que continuo achando um sonzinho mais ou menos. O show deles no Shepherds Bush Empire, semana passada, foi muito bom. Pura energia contagiante de banda nova inglesa. Teve pulação frenética, às vezes a pista virava danceteria, tudo como um bom show em clubinho inglês. Os momentos altos, achei, foram em A Guide to Love, Loss & Desperation e Backfire at the Disco, fora nos outros quatro hits deles. Tendo a achar que o Wombats é uma espécie de continuação do Kaiser Chiefs, sonoramente. Enfim. Aqui, no vídeo, dá para ver um pouco como foi o Wombats tocando Kill the Director. Não repara na direção de arte do vídeo. Eu quis fazer graça.
* TIM FESTIVAL 2008 Está anotando aí, não? Gossip, Beirut, Gogol Bordello, Amy Winehouse(*). É sempre bom botar asteriscos na Amy Winehouse. O Bloc Mais de Um Show Party também vem no segundo semestre, mas não para o Tim.
* HELL Dizem que as atuais noites de quarta-feira do famoso clubinho paulistano Funhouse, que abriga agora a balada Funhell, estão melhores que às sextas de 2002, quando o hit do momento era Last Nite, de um tal de Strokes. A Popload confere a festa pessoalmente nesta quarta, quando discoteca ao lado dos espertos residentes da casa e de Rafael Urenha, que pilota a luxuosa Party Íntima, no íntimo Audio Delicatessen. O flyer é assim:
* E nesta quinta a balada é em BH. Popload DJ set na Miss Pig, juntamente com o grande Kid Vinil e as respeitosas DJs mineiras locais. Na quinta entra o flyer aqui.
* THE AGE OF UNDERSTATEMENT - Ganhou vida real o algo secreto e grandioso novo projeto do menino Alex Turner, o geniozinho por trás do Arctic Monkeys. É o Last Shadow Puppets, formado por ele e seu amigo do grupo Rascal, o Miles Kane. Nesta terça agora a dupla se apresentou ao vivo em Williamsburgh, no Brooklyn (NYC), pela primeira vez. Eles estavam na cidade para entrevistas e um público gigante apareceu quando souberam que Turner estava no Brooklyn - inclusive duas mães com seus filhos colegiais que voaram do Michigan para Nova York só para ver a nova história do Monkey, como destacaram alguns blogs americanos. Para quem aos 21 anos já foi headliner do palco principal da sexta-feira do Glastonbury, o dia considerado nobre do gigante festival inglês, Turner estava "em casa" naquele apinhado fundo de loja de disco no Brooklyn, segundo relatos. Duas coisas sobre o Last Shadow Puppets:
1. O disco da dupla sai no dia 21 de abril e se chama "The Age of Understatement". Olha só o tamanho desse álbum: ele é de responsabilidade do "produtor da hora", o James Ford, do Simian Mobile Disco. Ford ainda toca bateria no CD todo. "The Age of Understatement", a música, sai como single uma semana antes do CD. Algo que pode ser traduzido como "A Era das Meias-Verdades", a música é boa, viu? Cantada com "guts", como eles dizem por lá. Ainda não saquei qual é a filosofia da música, a grande encanação de Turner desta vez, mas ele me parece "incomodado" com algo. O single, para dar o tal tom "grandioso", tem participação de 22 músicos da London Metropolitan Orchestra. O regente, Owen Pallett, é violinista honorário do Arcade Fire. E também trabalhou com o Beirut e Bloc Party. Fraco ele.
2. O site da banda, www.theageoftheunderstatement.com, passou a veicular nesta quarta o vídeo da música, que tem neve, patinação, calça skinny, tanques de guerra, igreja e tal. Vale ver (e ouvir).
Veja agora "The Age of Understatement", na passagem de som e acústica, no primeiro e improvisado show do Last Shadow Puppets, no Brooklyn, em Nova York:
* Um monte de coisa ainda por vir. Dor de cabeça para cuidar de todo o sorteio e o anúncio dos novos prêmios. Os ingressos para o Interpol doados aqui estão ganhando importância cada vez maior. Vai perder?
enviada por Lúcio
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