07/03/2008 12:41
Bob Dylan é minha constante (agora sim!)
* Desencanei da proposta anterior e vou hoje de post novo, mesmo.
* Eu tinha escrito um negócio polêmico sobre o hype do anti-hype, o infalível backlash, alguns blogueiros espertos e seus blogs intriguentos, alguns jornalistas velha-mídia e seus textos inconformados. Na exata hora de postá-lo aqui, o iG saiu do ar, devido a uma pane em suas máquinas por causa do acesso. Achei isso um sinal divino me mostrando que a coisa toda é muito boba e, mais que isso (e muito por causa disso), me deu preguiça. Então não vou mais "subir" o texto. Pelo menos não agora.
* UPDATE DAS BALADAS Escrevo de BH, agora. A balada da Miss Pig na quinta foi... não foi. Não aconteceu. Parecendo São Paulo, a prefeitura local interditou a casa no dia da festa porque o lugar não atendia a uma dessas exigências tipo cestos de lixo nas cores verde e vermelha ao lado de extintores de incêndio fabricados em Ipatinga. E a lista de descontos para a noite já batia em 300 nomes. Ficamos devendo, Minas Gerais (hihi). Agora, a Funhell (Funhouse), na quarta-feira, foi assim: Imagine all the girls. And the boys. And the strings. And the drums, the drums, the drums, the drums, the drums.
* BOB DYLAN É MINHA CONSTANTE Se você anda descolado do bizarro mundo de Lost, deve desconhecer que a parada agora é viagem no tempo. E, para você não enlouquecer nesses deslocamentos temporais, você precisa de uma constante. Uma coisa que aconteça no presente e no passado (ou futuro), para fazer a liga e dar algum sentido a sua história. Pois nesta semana, para tentar manter minha sanidade musical, elegi o Bob Dylan como minha constante nessa viagem entre presente e passado, entre Vietnã-anos 60 e Mallu Magalhães-anos 00. Em que pese os outros tempos em que vivemos e a conseqüente perda de força de algumas de suas poderosas canções, Dylan ainda tem o brilho de uma lenda. O show em si era o de menos. Sua voz está no osso. Quando aquece, ainda resolve. Mas no começo e no final (no cansaço), a impressão que dá é a de que o show é do Tom Waits. É óbvio que ouvir um disco clássico de Dylan está anos-luz de distância de ver hoje o músico ao vivo. A grandiosidade de Dylan é tanta que cabe sair do Via Funchal não gostando nada do show do tiozinho rouco ou sair amando ter visto o homem que John Lennon fez questão de conhecer. Nessa medida, acho muito válido cada centavo dos R$ 900 pagos para ver o senhor Dylan, assim como acho covardia atacar o brother Thiago Ney por ter perguntado na Folha qual a importância hoje de Dylan para a música. Dylan permite o leque. Exatamente porque ele é o Dylan. E porque ele pode ser uma constante do passado e presente da música.
* Talvez o que eu mais tenha gostado do show foi a performance de Dylan em algumas de suas músicas, digamos, conhecidas. Não tenho conhecimentos incríveis sobre a obra de Dylan, mas algumas das que eu sabia vieram em versões incompreensíveis, pelos famosos motivos de sempre. Mas o incompreensível ficou bem bonito, até. Pelo grave absurdo da voz rouca, pela pouca paciência que Dylan tem com o mundo. Estou quase arriscando dizer que na quarta, no Via Funchal, Bob Dylan parecia um cavaleiro das trevas. Dark Dylan. Mas não sou louco de escrever isso, né?
* Aí a Mallu Magalhães, ela, o nosso fenômeno indie, foi ao show do Dylan com uma tal caixa, que ela queria entregar para o seu ídolo. Reverência. Comecei a imaginar um encontro fictício no hotel da Mallu com o Dylan, as conversas, e mal-comparei com o famoso encontro do Dylan com os Beatles em Nova York, quando os ingleses foram tocar na América e John Lennon, na condição de fã, pediu para buscarem o músico folk para ele apertar-lhe a mão. Reverência. Por essa abertura que Dylan dá é que eu acho que o ingresso para o show estava bem pago. Ok, eu não paguei o ingresso, mas você entende o que eu quero dizer.
* THE TWELVES E UM SEGREDO Na página do MySpace da banda Black Kids, o espertíssimo novo grupo de Jacksonville, Flórida, tem o remix que a dupla carioca The Twelves fez para o pequeno grande hit da banda americana, I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend How to Dance with You. A música, sucesso na blogosfera no final do ano passado, vai sair em single no começo de abril, refeita. Desconfio que o remix do Twelves deve vir em algum lado B do single, nem que seja na versão 7 polegadas. Porque ficou bem classe.
* LOS PIRATA EM NOVA YORK Uma das principais formações da história do indie nacional, o grande Los Pirata tocam na famosa Union Pool, a (antiga loja de) piscina de Williamsburg, no Brooklyn, no próximo dia 15. O Los Pirata abrem para o internacional Curumin, nome forte do samba indie e destaque do próximo SXSW, o colossal festival de música nova do Texas. A Union Pool é um dos locais obrigatórios de passagem para as principais bandas indies do planeta e um símbolo da revitalização da Nova York roqueira.
* PAPO INTERPOL - Amigo meu que tem uma certa preguiça do Interpol viu o show neste fim de semana em Buenos Aires e saiu maravilhado. // Os ingressos para o show de terça no Via Funchal estão esgotados. Já eram. // Vai ser a quarta vez que eu vou assistir a uma apresentação da banda de Nova York. Curto bastante os cavaleiros dark de Downtown (adoro essa definição), mas as três vezes que eu vi o desempenho ao vivo deles os achei mornos no palco, com exceção de alguns bons momentos do primeiro show deles, num clubinho de Londres. Mas confesso que estou bem animado com esse show em São Paulo nesta semana. // Já começou a correria insana de última hora atrás de um ingresso para o show de SP. Recebi uns seis emails do tipo Lúcio, sabe quem tem um ingresso para vender? Não posso perder esse show por nada. Eu entendo falta de grana, displiscência no planejamento, marcações de bobeira em geral. Mas se descabelar atrás de ingresso para um show que começou a ter suas entradas vendidas há CINCO MESES é um tanto bizarro.// Os vídeos do Interpol no sábado, no Gran Rex, em Buenos Aires, já chegam ao YouTube. Esta fotinho abaixo tirei de um Flickr de uma garota (Lauana Baires) que foi ao show.
LOVE WILL TEAR US APART - Momento climão denso no show do Interpol em Buenos Aires, no sábado.
* O setlist do show do Interpol em BsAs foi este:
Pionner to the Falls
Obstacle 1
C`mere
Narc
Pace is the Trick
Say Hello to the Angels
Leif Erikson
Mammoth
No I in Threesome
Slow Hands
Rest My Chemistry
Lighthouse
Evil
Heinrich Manuever
Not Even Jail
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NYC
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA
* POPLOAD EM LONDRES Hey, scenester! Mais um vídeo do Cribs com o reforço de Johnny Marr (ex-Smiths) nas guitarras. Foi gravado no show deles no Brixton Academy, há duas semanas, na turnê da NME. Estava 1 grau fora e 45 graus dentro da casa. O vídeo é trecho do early-hit Hey Scenester, que eu confesso não entrar nem entre as minhas cinco preferidas do grupo dos Jarman. Mas o poooooooovo adora. Então toma.
* VAMPIRE WEEKEND Já é a melhor banda nova do ano, segundo a mais recente revista Spin. É o fenômeno indie do ano, apontou sábado passado o New York Times. O grupo nova-iorquino de art-afro-pop Vampire Weekend se apresentou no sábado no famoso programa da TV Americana Saturday Night Live. Para essa performance de duas músicas no episódio eles cancelaram uma série de shows na Flórida. O jeitinho college-nerd de Ezra Koenig já abala o coração da mulherada indie. No SNL, eles tocaram M79 e A-Punk, o hit recente. A primeira, enfeitada por uns violinos e uma espécie de piada interna deles, sobre um ônibus de Manhattan que eles tomam, saiu assim:
* PREMIAÇÃO DA SEMANA - INTERPOL EXTRA
Vai ser o prêmio único do post, aos desesperados por um ingresso para o show paulistano do grupo nova-iorquino. Tente sua sorte nos comentários e/ou no lucio_ribeiro@ig.com.br. Porque é sua última chance. Os ingressos estão esgotados.
* RESULTADOS DAS PROMOÇÕES Finalmente aqui está. Vamos que tem muuuuita coisa para resolver.
- INGRESSOS INTERPOL
1. Fabiana de Paula (comentários)
2. Iberê Borges (comentários)
- NME com CD de covers
Alfredo E. Lima (email)
- Pacote Londres (camiseta feminina do Cribs, CD "All the Rage", da Domino Records, e single de "Valerie", de Mark Ronson e com Amy Winehouse no vocal
Ana Schimdt (email)
- DVD de Control (bio de Ian Curtis/Joy Division)
Alessandra Menezes (email)
- Camiseta do Interpol, da Reverbcity
Natalia Tiberio (comentários)
- Camiseta do Adam Green, da Reverbcity
Fabio Smiths (comentários)
* Pronto?
enviada por Lúcio
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