25/02/2008 14:16
Pânico nas ruas de Londres
* Popload em Londres.
* Stop making a fool out of me. Why dont you come on over, Vaaaaaaaaaaalerie.
* A baby Mallu Magalhães trocando idéia rápida com Zeca Pagodinho no Altas Horas da Globo foi talvez a cena mais insólita da história do indie nacional. Mais uma coisa sobre a Mallu, já, já.
* Talvez a segunda cena mais insólita dos anais indie, pelo que me descreveram, envolveu a destemida Ana Bernardino, uma das novas vocalistas do incrível Bonde do Rolê (são duas, agora). Na final de sábado passado, onde se decidiria quem entraria para o lugar da Marina, no clube Gloria (SP), Ana fez uma performance que contou com as participações especiais de seu aparelho feminino e um bife, desses cru para fritar e comer com arroz e feijão. Foi uma das coisas que conquistaram os meninos do Bonde. Mais sobre as Bonde Girls já, já.
* Aí, né, no emocionante show do emocionado Mark Grammy/Brits Ronson no sábado, aqui em Londres, o produtor-guitarrista fez um discurso dirigido aos pais. Numa hora tal, perguntou, Daddy, você está aí?. E, no Hammersmith Apollo lotado (5 mil pessoas), um canhão de luz procura o pai do Mark Ronson e pimba: a luz estoura em cima de mim. O pai do Mark Ronson estava logo na minha frente, na fileira de baixo. Que susto. Pensei que ia ter que levantar e dizer, ali, para o Ronson: Son?
* Grande performance, cheia de convidados especiais. O que eu lembro de cabeça: Adele, Klaxons, Pipettes, Tim Burgess (do Charlatans, cantando o megahit antigo The Only One I Know), Alex Greenwald (do Phantom Planet, cantando California, o tema do seriado The OC) entre outros. O show do Mark Ronson foi aberto pela dupla de malucos Dan le Sac e Scroobius Pip. Eis um trecho da cheesy música do OC, com Greenwald no vocal e Mark Ronson no pianinho.
* O que está punk aqui na Inglaterra é a onda de crimes. Li em algum lugar que está lembrando os tempos do Jack O Estripador e do fog. É crime rural, crime de gangue, crime racial, crime urbano, crime com faca, crime com arma, que é a nova tendência que antes não tinha. Isso na terra das câmeras na rua, ônibus, esquinas. É um descontrole pós-11 de setembro, dizem, tudo aliado à bebida, uma vez que a Inglaterra se autoproclama a nation of boozers. Aqui tem um bando de louco, também. A história recente mais cabeluda ganhou manchete semana passada, quando um chefe de pub de 37 anos foi condenado em julgamento por um crime bárbaro. Ele esfaqueou uma modelo de 18 anos várias vezes, quando ela voltava para casa de uma balada, e depois fez sexo com a menina. O cara, casado e pai de três filhos, tinha uma vida aparentemente de um inglês normal, mas à noite se transformava em um predador sexual. Saía caçando prostitutas antes de voltar para casa depois de um dia de trabalho. Numa madrugada de 2005, encontrou pela frente a pobre modelo. O maaaaaaais absurdo dessa história é que o cara se declarou inocente no julgamento, finalmente realizado semana passada. Disse que tava loucão, encontrou a menina caída na rua, fez sexo com ela e não percebeu que ela já estava morta. Só isso. Creeeeeeepy.
* TIM FESTIVAL Pode botar mais uma na conta do Tim Festival 2008. A banda folk americana Beirut, do prodígio Zach Condon, é um dos nomes certos a integrar a faceta world music da edição deste ano. Condon é encanado em misturar seu folk a elementos tradicionais gipsy do leste europeu. Sua voz é espetacular. O mesmo se diz dos shows do Beirut.
* BONDE GIRLS A mezzo-mineira mezzo-neozelandesa Laura Taylor, do coletivo de DJs bonecas Killer Shoes, foi escolhida como uma das novas cantoras do internacional Bonde do Rolê. O Bonde agora tem duas cantoras. A Laura e a Ana Bernardino, a do bife da história lá de cima. Na teoria, a cara de boneca e voz rouca da Laura e a bagaceirice de Ana provocam a combustão ideal para acompanhar as maluquices do DJ e produtor Gorky e do MC Pedro. Vamos ver no palco. O que a banda não podia, e espertamente não fez, era ter escolhido uma nova Marina para o lugar da vocalista que saiu. A ótima Marina Vello, para o que foi o Bonde até agora, é insubstituível.
* A escolha de duas vocalistas para o Bonde do Rolê, em vez de uma só, tem uma explicação mística. Uma vidente aconselhou a botar uma dupla de garotas. A mesma vidente que teria dito, bem antes, que a Marina ia sair.
* E, quem diria, Laura e Ana nos palcos do Coachella Festival.
* SMITHS Teve um forte clima Morrissey/Marr nos principais shows recentes na Inglaterra. Mark Ronson arrepiou sábado na versão dele para Stop Me, sua releitura de Stop Me If You Think That Youve Heard This One Before, sucesso dos Smiths e um dos pontos altos de seu show no Hammersmith Appolo. Já um dia antes, na sexta, Johnny Marr, ele mesmo, subiu no palco do show do Cribs, no Brixton Academy, para tocar cinco músicas com a banda dos três irmãos Jarman. Tinha uma camiseta ótima que eu vi, que tinha a estampa assim: Cribs, band of brothers. O Cribs liderou essa grande turnê Shockwaves NME, que tinha ainda na mesma programação o espertíssimo Ting Tings, o afetado Joe Lean e os eletrobagunceiros Does It Offend You, Yeah! Mas, voltando a Johnny Marr, o ex-smith entra já tocando Panic. Depois, engrossa o som do Cribs para um final entusiasmante. No Brixton Academy, até estranhei o quanto o Cribs ficou indie-popular na Inglaterra. O show estava um inferno. Separei em vídeo um trecho da banda com Johnny Marr entoando a lindoca Moving Pictures. Não repara a qualidade: a luz tava carregadíssima e a molecada insana à minha volta.
* O Black Rebel Motorcycle Club divulgou uma segunda data na Argentina, no comecinho de abril. Além do festival Quilmes, eles marcaram um show para um bar tipo o nosso CB, o La Trastienda. Só avisando
* A famosa noite gay do Astoria, na última sexta-feira, anunciava em cartazes para o lendário clube de Londres a festa Brokeback Mountain, uma homenagem ao ator Heath Ledger, morto recentemente. Dizia o cartaz que Brokeback Mountain é o filme gay mais lindo da história e pedia para os baladeiros não esquecerem o chapéu de cowboy.
* Em viagem, eu sempre encano com uma música, que vira tipo minha trilha sonora acidental. Desta vez encanei com três. Dentre as canções legais que eu tenho mais escutado em rádio, TV, loja, lobby do hotel etc. é a After Hours, da banda americana We Are Scientists. Que música boa. Eu já achava ela bacana, mas escutar uma canção em rádio, escutar de surpresa, escutar na balada faz toda a diferença. O vídeo de After Hours, que circula há um tempinho, parece os do Foo Fighters, de tão gente-fina que seus integrantes são. É um video de troca de casais, basicamente. E tem um cachorro fofo. Ainda basicamente, o filminho de After Hours veio para mudar a face dos vídeos de música para sempre. Bem assim.
* MALLU MAGALHÃES Ainda sobre a Mallu, que conversou com o Zeca Pagodinho em sua ótima aparição na Globo, no sábado... No dia anterior umas 12 câmeras registraram seu show no Studio SP, colhendo material que vai resultar num DVD.
Pensa: uma menina que não tem seis meses pediu seu presente de 15 anos em dinheiro, para gravar quatro músicas em um estúdio e botá-las na internet, sendo captadas por 12 câmeras para a gravação de um DVD...
E, sobre esse show do Studio SP em particular, achei engraçada a descrição do fuzuê feito por uma amiga, que foi ao clube para ver a atração que tocaria depois da Mallu. O melhor: ela NEM SABIA que a Mallu ia tocar lá. A amiga descreveu a cena assim:
Eu ontem fui no show do Drumagick no Studio SP e dei de cara com a tal Mallu Magalhães, que você tanto fala. Sinceramente não faz muito o meu tipo, mas fiquei realmente impressionada com o público que a menininha atrai. Fui lá para frente para fazer uns vídeos e tinha um rapaz com o braço comprido que se ofereceu pra me ajudar e filmar mais de perto... E ele estava alucinado porque estava vendo o show da menina. E começou a comentar dela. E eu disse que, na verdade, eu não conhecia nada e que tinha ido para o outro show que teria depois. Ele me vira e fala: Nossa, nem sabia que ia ter outro show depois!. E isso porque o show dela fazia parte do projeto Cedo e Sentado, que deveria ser no segundo andar e supersussa, como foi o do Wander Wildner com o Thunderbird, sei lá. Sei que o lugar estava supercheio, difícil de chegar perto do palco. E, assim que acabou, o lugar esvaziou numa proporção inacreditável! Pena. O show do Drumagick foi tão bom... Eu até achei a menina fofinha. Teve uma hora, no fim, que ela disse que só podia tocar mais uma música se o pai dela deixasse.
* PROMOÇÃO "PACOTE DE LONDRES"
Para você que é indie que eu sei, segue um pacotinho Londres de coisinhas bacanas, que consiste em:
- Uma camiseta feminina do Cribs, fofa (a parte masculina do leitorado pode fazer uma presença para a namorada, pretendente...)
- O CD "All the Rage", especial da ótima Domino Records, que tem Arctic Monkeys, The Kills, Bonde do Rolê, Sons & Daughters, Animal Collective e por aí vai.
- O single de "Valerie", Mark Ronson e Amy Winehouse, com três versões da música e uma ao vivo de "California"
* PROMOÇÃO POPLOAD/REVERBCITY CAMISETA ADAM GREEN
A Popload e a grife indie paranaense
Reverbcity premia você com uma camiseta do Adam Green, criador da banda Moldy Peaches e que faz parte da trilha sonora de "Juno", o filme indie mais pop do momento.
A Reverbcity oferece toda semana uma camiseta incrível das bandas e artistas que a gente gosta, para sorteio aqui no blog. A da vez, em estampa de edição limitada, é esta:
* PROMOÇÃO LONDRES 2 - "CONTROL"
Um DVD do Control, badalado filme do Anton Corbijn sobre a curta trajetória do grande Ian Curtis (Joy Division). Já que o filme não estréia nunca no Brasil, a versão do DVD é a européia (nem todos os aparelhos de DVD lêem, mas em computadores rola beleza).
* Para concorrer a tudo, você bem sabe: ou nos comentários ou através do email lucio_ribeiro@ig.com.br. E a qualquer momento volto com tooodos os contemplados das promoções passadas, incluindo o(a) vencedor(a) da promo do In Rainbows.
* Tá?
enviada por Lúcio
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