15/05/2008 20:28

A Grande Escapada e a cara do Tim 2008


* Ao vivo, de Estocolmo e de Brighton.

* Popload na Suécia, Popload na Inglaterra, a cara (boa) do Tim Festival, o Peter, o Bjorn e o John, o Great Escape Festival, o Bonde do Rolezov, o hyyyyyype do White Lies, as datas do Echo & Bunnymen, o Metric no Motomix, a Sca-Jo e seu beijo red-hot e o Arquivo-X real. Vai ter assunto bom assim lá na Inglaterra.

* TIM FESTIVAL 2008 – O superfestival brasileiro, que precisa reconquistar o amor paulistano, começa a ficar apaixonante...
- Gossip (confirmado)
- KLAXONS (confirmado)
- MGMT (confirmado)
- SANTOGOLD (confirmado)
- Leonard Cohen (quase)
- Mika (pode ser)
- Beirut (pode dar para trás)
- Gogol Bordello (confirmado)
- Amy Winehouse (o Tim quer, ela diz que sim, mas vai saber...)
- Radiohead (xi...)
- Marcelo Camelo solo (confirmado)

* PETER BJORN & LÚCIO - Acho que fiz uma entrevista ótima com o trio hype sueco Peter Bjorn & John, que vai lançar DOIS álbuns novos no futuro próximo. Você conhece o trio, da música “Young Folks”, uma das músicas indies mais tocadas no planeta nos últimos anos, tipo em todas as rádios, pistas, seriados de TV, propagandas, games. A que tem o assobio mais reconhecível do pop desde o de “Patience”, do Guns N Roses. Mas, então. Sobre a entrevista, foi realizada no estúdio deles em Estocolmo, com os dois primeiros. O John estava lá botando uns barulhinhos em algumas faixas, pelo que eu pude ouvir. Eu achei ótima, mas posso ter sido vítima da maior tiração de sarro de uma banda com um jornalista. As respostas foram tão ótimas e bizarras que desconfio que eles estavam é zoando com minha cara. Haha. Já tinha ouvido falar nessa história, mas o Peter me confirmou ao vivo: o assobio de “Young Folks” foi tirado, sim, daquela musiquinha típica de filme chinês de kung fu, ele disse, todo sério.
Daí o Bjorn explodiu na gargalhada.
NOT!

* Lembrando: o Peter Bjorn & John está confirmado para o festival “Invasão Sueca”, em São Paulo, e para o No Ar Coquetel Molotov, em Recife, ambos em setembro.

* Um integrante do grupo Mando Diao disse em Estocolmo que está acertado para tocar em um festival brasileiro em agosto. Indie Rock?

* Aí na quarta-feira fui embora da Suécia geladinha. Quis vir logo para Brighton, cidade de praia e tal. Nem em Londres quis ficar. Desci no aeroporto londrino e fui direto para a estação de trem pegar a condução para Brighton. No caminho, fui vendo o que tinha de shows em Londres na quarta: Raconteurs, Glasvegas, Black Mountain, Black Lips, Friendly Fires, The Whip e outros que eu fiz questão de esquecer. Era uma noite em que eu poderia estar em uns dez lugares, fácil. Mas nem liguei () e segui para...




* Ainda no metrô de Londres, do aeroporto para a cidade, no meu vagão entraram seis russos com camisas, cachecóis e bonés de time de futebol. Eram torcedores do time Zenit, que ia disputar uma final européia em Manchester, na própria quarta. Ficaram falando ali, em russo, e eu observando os traços deles e tal. Adoro olhar para gente de um lugar totalmente diferente (do meu) e ficar imaginando em que eles trabalham, como vivem, as guerras que passaram. Daí já penso na revolução russa, nos czares, na Sibéria, em Vladvostok atacando covardemente o Alaska (War, o jogo). Aí toca o telefone de uma das russas da galera do Zenit. E o ringtone dela era “Solta o Frango”, do Bonde do Rolê. Ê, mundão...




* THE GREAT ESCAPE FESTIVAL – Está achando que vai ver muitos shows no Brasil no segundo semestre? Aqui na Inglaterra, partindo de hoje em Brighton, e por “só” quatro meses (o verão), o Reino Unido vai ter 150 festivais. Cento e cinqüenta.

* O Great Escape, festival de música nova cuja maiooooooor banda é o Vampire Weekend, vai movimentar 33 bares, clubes, lojas de roupas, galerias com shows de rock. São agora 225 bandas. Três dias. Correria insana e ingrata, mas vamos lá.

* Para tudo está esgotado. Qualquer ingresso, qualquer pulseira para o fim de semana todo. Já era. E algumas das atrações do Great Escape são: Vampire Weekend, Santogold, Wombats, Black Lips, Subways, Ting Tings, Alphabeat, Crystal Castles, Black Mountain, Late of the Pier, Fratellis, Automatic, Teenagers, Young Knives, Friendly Fires e… White Lies.

* O hype, né? Aqui na Inglaterra (na Radio One, na XFM, no “Guardian”, no “Independent”, no “NME”, na revista “Artrocker”, na “The Fly”), em poucas horas no país, ouvi falar muito da banda White Lies, atração do Great Escape. No “programa” do festival, na descrição das bandas, eles terminam falando do White Lies assim: “Basically, they`re going to be fucking massive. So make sure you see them NOW!”

* Não suporto essa coisa de hype (hihi).

* Voltando ao White Lies, o trio de Londres representa o que de mais próximo o rock inglês se aproximou do Echo & Bunnymen nos últimos anos. A banda é dra-má-ti-ca, como se não houvesse amanhã. Eles já têm um pequeno hit, “Unfinished Business”, lançado agora em abril, mas já tocado há um tempinho. O vídeo, com menina chorando sangue e tudo, é este:




* ECHO & THE BUNNYMEN – Falando sobre a famosa banda “brasileira”, você viu as datas dos três shows deles no Brasil, em julho?
- 02/07/2008 Sao Paulo - Via Funchal
- 03/07/2008 DAY OFF
- 04/07/2008 Curitiba – Helloch
- 05/07/2008 Porto Alegre - Pepsi Stage

* MOTOMIX – A banda canadense Metric é a nova confirmada para o festival Motomix, que acontece em São Paulo no final de junho. O show do Metric está marcado para o dia 28/6. Oba, “Monster Hospital” ao vivo.

* A “Mojo”, a revista de... hum... rock “adulto”, tem até uma rádio legal. Mais legal ainda é o lema dela: “Playing whatever, whenever!”

* ARQUIVO-X REAL – O papo nem é sobre o esperaaaaado segundo longa-metragem dos agentes Mulder & Scully, que estréia no mundo dia 25 de julho, Brasil incluído. A notícia é r-e-a-l (hahaha). O Ministério da Defesa britânico abriu ao público, pela primeira vez na história, os arquivos X do serviço secreto daqui. É muita coisa sobre ETs e Ovnis que teriam “aparecido” no Reino Unido. Cobrindo de 1978 a 1987, os primeiros oito arquivos liberados estão já à disposição na Internet. Tem a história de um cara que, em janeiro de 1985, conheceu um “alien” Algar. O Algar sempre visitava ele. Aí um dia ele convenceu o ser de outro planeta a ir a uma reunião no Parlamento inglês, para contar sua história e mostrar que tem vida fora da Terra sim, como não? Mas não rolou, porque bem no dia do encontro o Algar foi assassinado por outros ETs... Um outro caso, tratado com mais seriedade, aconteceu no Natal de 1985. Três policiais viram uma nave com luz branca descer numa área da região de Horsell. Mas ficaram com receio de serem zoados ao relatarem o fato porque no famoso livro de ficção “Guerra dos Mundos”, do HG Wells, Horsell foi onde os marcianos atacaram os ingleses pela primeira vez. Comovidos com a honestidade e o medo de gozação dos policiais, as autoridades britânicas prometeram segredo.

* SCA-JO – Não sei aí no Brasil, mas aqui na Inglaterra também só se fala do incrível beijo que a atriz e (agora) cantora boneca Scarlett Johansson, conhecida nos tablóides ingleses como Sca-Jo, deu na outra bonitona atriz Penélope Cruz, no filme novo do Woody Allen. Pelo que entendi, foi porque apareceram vídeos ou foto da cena, deste filme, “Vicky Cristina Barcelona”, que só estréia em setembro. O beijo “caloroso” teria sido no “dark room” do laboratório fotográfico de uma delas. Depois disso, Scarlett e Penélope vão ter um “caso a três” com o Javier Bardem, marido da Penélope na história. “As pessoas não vão acreditar neste filme”, disse a um jornal inglês alguém próximo de Woody Allen que já viu “Barcelona”.

* JUSTICE AO VIVO – Porque eu - sou - seu amigo. Você – nunca estará sozinho novamente. Eis o vídeo de “We Are Your Friends” no The Big Weekend, festival da BBC que aconteceu há umas duas semanas. Galera feia, vibe fraca, ninguém pulando...




* Tenho uma coisa séria para falar sobre o Coldplay, mas fica para a próxima.

* PROMOÇÃO DA SEMANA
Os prêmios de viagens da Popload continuam e ganharam um reforço. No próximo post anuncio os vencedores desta semana e os da semana passada. O embaço é proposital, porque os prêmios só poderão mesmo ser enviados quando eu voltar ao Brasil... Enfim, o que está a sorteio (concorrências no lucio_ribeiro@ig.com.br ou via comentários), então, é isto aqui.

1. Um pacote inglês de revistas, que inclui a “Uncut” nova (capa David Bowie, CD-tributo ao Bowie e um livro as maiores curiosidades do rock), a também nova edição da esperta “Clash” (especial “Festivais”, Flaming Lips, Radiohead, REM e Iggy Pop na capa, e com CD também).

2. Uma edição rara AUTOGRAFADA do primeiro álbum do Bloc Party, o incrível "Silent Alarm", de 2004/2005. Para você ganhar e chegar posudo no Planeta Terra. Não acredita?




3. Um pacote "rock sueco", com promos, novos álbuns e coletânea do novo rock feito aqui na Suécia. Ainda vou definir o que entra na sacolinha. Coisa fina.

* TING TINGS NO GREAT ESCAPE – Por enquanto é só. Mais sobre Brighton e o Great Escape no próximo post. Para encerrar este post (rock), fique com uma amostra do explosivo show da dupla inglesa Ting Tings no Barfly, já na madrugada desta sexta, encerrando o primeiro dia do Great Escape. É a parte final do hit “That`s Not My Name”, a que eu mais gosto, quando a loirinha Katie White vai surtando, surtando... Não repara no som e nas tremidas da câmera. As coisas estavam beeeeeem conturbadas por lá.




* Stay cool.

enviada por Lúcio


12/05/2008 22:48

Suecos do it better!


* Popload em Estocolmo, Suécia.

* Pode parecer contra-senso, mas mesmo com essa primavera gelada “aqui em cima”, dá para falar que Estocolmo está pegando fogo. Pelo menos na música. Bom, é exatamente por isso que me trouxeram para cá, não é mesmo?

* O título é inspirado, obviamente, no “Italians do it better” blablá. Eu ia botar “Suecas...”, no feminino, mas o entendimento poderia tomar outro rumo e me causar problemas com as leitoras. No fundo, só queria dizer “Gravadoras suecas...”




* Na Suécia, faça como os suecos. Mesmo se você for do sexo masculino, sente para fazer xixi. NOT!

* A Popload viaja a Estocolmo como convidada do Instituto Sueco (Svenska Institutet). O órgão cultural escandinavo tem o lema “Dividindo a Suécia com o mundo”. Por isso, eles vão dividir o Peter Bjorn & John e o Shout Out Louds, que excursionam ao Brasil para fazer a “Invasão Sueca” dentro do festival pernambucano No Ar Coquetel Molotov em setembro. Com extensão viking obrigatória em São Paulo.

* TIM FESTIVAL UPDATE - Peraí. A “banda-sensação” MGMT já tem as passagens compradas para nos visitar em outubro? Que luxo.

* PLANETA TERRA UPDATE – Opa, opa, opa. Para fazer companhia para o lendário Jesus & Mary Chain e o explosivo Bloc Party, o festival parece ter fechado com a esperta nova banda inglesa Foals e a distinta banda veterana Spoon, do Texas. A coisa está realmente ficando muuuuuuito boa.

* KAISER CHIEFS – A disputa pela vinda da decentíssima banda de Leeds, um dos shows mais divertidos do rock inglês, está atingindo nívei$ absurdo$. De um lado do ringue está o Planeta Terra e os argentinos, do outro a dinheirama do Tim Festival. Falando por hoje, está mais para o segundo.

* MGMT - Falando na banda nova-iorquina e falando em dinheirama, nem vou confessar o quanto estou desembolsando para ver o show do grupo no Astoria, em Londres, semana que vem, esgotado há séculos. Bom, deixa para lá. O "legal" é que nem estou com o ingresso na mão. Marquei de pegar num metrô londrino esquisito com um sujeito com nome de jogador da seleção inglesa. Haha. Qual a chance de isso dar errado?

* BRIGHT EYES – Essa é para garotas que gostam de caras de Omaha, nos EUA. O menino-prodígio Conor Oberst, dono da famosa banda indie-folk Bright Eyes, toca no Brasil em julho. Parece que solo. Solo de banda, mas não de companhia. Mister Calvin Johnson, guitarrista, produtor e lendária voz do velho Beat Happening, acompanha o garoto ao Brasil.

* LO HERMANO - O “solitário” Marcelo Camelo recentemente colocou em seu MySpace solo uma música nova, “Doce Solidão”, uma espécie de “Young Folks” sem o pop e cheia de “brasilidade”. Será que ele quer dizer algo com esse título? Uma outra música de sua solitude, chamada "Teo e a Gaivota", já estava lá. Começa com um barulho de ondas do mar. Vem um monte de dedilhados no violão. E quando acaba o mar fica ainda quebrando sozinho por um bom tempo.

* MAAAAIS MALLU MAGALHÃES – Os informes do show da menina de 15 anos em Cuiabá, no último final de semana, apontam que a passagem dela por Mato Grosso foi “espantosa”. Foram 450 pagantes num lugar que cabiam 400. Umas 200 pessoas não viram a garota teen-folk e ficaram para fora, sem poder entrar. Dentro, quase não deixaram ela cantar, porque cantavam em cima, gritavam até. Tinha gente mais perto do microfone que a própria Mallu. Depois do show, ela ficou uma hora e meia no palco, porque ninguém permitia que ela fosse embora.

* Nada a ver, mas tudo a ver. Alguém já viu a campanha da Vivo na TV, a que tem a música da Mallu? Ia começar a passar no último final de semana, mas não fiquei aí para ver.

* AS MINAS DO FOLK – Ótimo nome para um festival que acontecerá em junho no Sesc Pompéia, provavelmente juntando Mallu Magalhães, Stephanie Toth e uma outra menina-prodígio do sul do Brasil. Mais detalhes em breve.

* SUECOS DO IT BETTER – Um grande material sobre “rock sueco” vai aparecer aqui num futuro próximo, mas vale destacar já uma iniciativa de sete gravadoras independentes suecas que está tirando o sono das, digamos, “grandes gravadoras”. Encabeçadas pelo ótimo selo I Made This, as sete organizações indies fundaram o movimento The Swedish Model, com o lema “Your Fans Are Belong to Us”, que corre o país discutindo novas formas de ganhar dinheiro com a indústria da música, porque do “velho jeito” já era. Totalmente a favor de as pessoas pegarem música de graça via Internet, o projeto indie-sueco parou de brigar contra o download faz tempo e lançou campanha européia que defende atitudes “subversivas” para os padrões de sempre, como “compre a camiseta da banda e ganhe o disco dela”, “compre o ingresso do show e ganhe um disco de remixes”. A música em si “quase” saiu do foco. A discussão é profunda. A gravadora I Made This, por exemplo, tem um departamento com especialistas em televisão e cinema, montado exclusivamente para tentar “vender” as músicas das bandas do selo para seriados, comerciais e filmes.
Isso são só alguns aspectos do Modelo Sueco...

* O mote “Your Fans Are Belong to Us”, nesse ótimo inglês rasteiro, é baseado na famosa frase de um videogame japonês que virou fenômeno na Internet nos anos 2000 de tanto que foi usado, repetido e adaptado para um milhão de outras finalidades. A frase original do game é “All your bases are belong to us”.

* SUECAS DO IT BETTER – As suecas, todo mundo sabe, não são fáceis. Aqui nesta parte da Europa, a Suécia virou a terra das “garotas normais”. E heroínas. Me explicaram o seguinte: elas fizeram uma rebelião que devia ser seguida no planeta inteiro. Terra do hardcore e do metal, a Suécia viu crescer nos últimos anos um exército de garotos que pendiam para a cultura... emo. 90% dos meninos daqui eram/são emos. Tirando todo o comportamento “sensível” que muito afastam as garotas, eles passaram a invadir a sessão de cosméticos das lojas para disputar os melhores produtos de maquiagem com elas. Aí veio a rebelião loira. As suecas passaram a não mais se maquiar, deixaram de fazer penteados em nome de um cabelo liso, limpo, normal e começaram a povoar os bares para beber cerveja. O abalo foi sentido. Parece que, graças a elas, as coisas “meninos e meninas” estão voltando à normalidade.

* SUECAS DO IT BETTER 2 – Andando por Estocolmo nesta primavera ensolarada (mas bem fria) você tropeça em carrinhos de bebês. Tem mãe carregando bebês nos jardins, nas ruas, nos parques, no ônibus, no metrô, em clubes (!!!!), nos restaurantes... Perguntei aqui se tinha algum plano de “baby boom” do governo sueco, para rejuvenescer a população e tal. Me disseram que o “único” incentivo é que, ao terem os bebês, as mulheres ganham uma licença trabalhista de 18 meses, recebendo o salário normal e integral e com o emprego garantido na volta. Em alguns casos elas ficam dois anos afastadas para crescer seu bebê. E na volta são cobertas também por uma lei de estabilidade.

* Estou tentando ouvir rádios e ler jornais e revistas para saber mais o que acontece com a galera daqui, mas é impossível. A língua local não colabora.

* Um dos caras mais incríveis do rock, profundo, emocional, bizarro, o australiano Nick Cave soltou vídeo novo para a climática “Night of the Lotus Eaters”, canção dirigida por um baixo e faixa do seu novo álbum, “Dig Lazarus Dig”, lançado em março. O vídeo é dirigido pela dupla de artistas ingleses Iain Forsyth and Jane Pollard, que assina trabalhos com David Bowie e The Cramps. E que agora encanaram no Nick Cave e seu novo disco. O vídeo de “Night of the Lotus Eaters” é tão “artsy” que devia ser exibido na Tate Gallery. Mas, enquanto isso, ganha exibição aqui mesmo na Popload.




* O Justice, dupla francesa megastar da atual música eletrônica e que está “prometida” para o Brasil neste ano, fez impressionante performance no evento inglês Big Weekend, da Radio One (BBC), no último final de semana. O set está disponível para audição na rádio. Foi o primeiro show do Justice em festival britânico neste ano, parece. Então a inglesada estava ma-lu-ca. Eu não estava lá, mas, pelo que ouvi, a parte quase no final em que eles tocam “We Are Your Friends” é seguida de uma gritaria energética do público tão impressionante que me fez lembrar do Prodigy tocando ao vivo “Firestarter” em 1998 ou o Chemical Brothers mandando “Hey Boy Hey Girl” nos bons tempos. Você bem sabe que eu não sou dado a exageros. "Insane", como eles dizem na Inglaterra.

* PREMIAÇÃO DA SEMANA
Você conhece... Os prêmios de viagens da Popload são classe. O que vai a sorteio, para começar, é isso aí embaixo. Lembrando sempre que o esquema para concorrer é o velho email lucio_ribeiro@ig.com.br ou via comentários.

1. Um pacote "rock sueco", com promos, novos álbuns e coletânea do novo rock feito aqui na Suécia. Ainda vou definir o que entra na sacolinha. Coisa fina.

2. Uma edição rara AUTOGRAFADA do primeiro álbum do Bloc Party, o incrível "Silent Alarm", de 2004/2005. Para você ganhar e chegar posudo no Planeta Terra. Não acredita em mim?







* Mais Suécia no próximo post, talvez já de Brighton (Inglaterra).
Agora vou lá responder comentários e administrar as "broncas". Hihi.

* A lista de ganhadores do último post entra até o final do dia. Calma lá.

enviada por Lúcio


09/05/2008 12:25

Muse no Brasil, Mallu no Brasil todo e as suecas


* Então ficamos assim. O próximo post será escrito de Estocolmo, na Suécia. “Viking issue”. Já estive na cidade sueca uma vez, em setembro de 1997, na correria. Foi para entrevistar mister Noel Gallagher e ver o primeiro show do Oasis depois da turnê do “Morning Glory”, uma das mais explosivas tours de uma banda de rock na história. A expectativa do lançamento do terceiro disco era grande e não se conseguia respirar de tão nervosa que estava a Sony, na época. Haha. Tirando o “fator Oasis”, lembro de poucas coisas da cidade. Que andando na rua eu era o único não-loiro e que a segunda mulher mais linda que eu já vi na vida servia café da manhã no hotel em que eu estava.

* Na semana que vem, pós-Estocolmo, a Popload Tour atraca em Brighton, famosa cidade praiana do litoral inglês. Lá acontece o The Great Escape Festival, movimentando uns 20 bares, com vários shows todos os (3) dias em pequenos clubes. A conta certa é: 200 bandas novas, 25 bares, três dias. Em cartaz, no Great Escape: Fratellis, Vampire Weekend, Wombats, Ting Tings, Black Lips, Teenagers, Automatic, Santogold, Subways, Crystal Castles, Glasvegas, Futureheads, These New Puritans e os dois confirmados para o Motomix paulistano: The Go! Team e Fujiya & Miyagi, entre outros 180.

* A viagem tem sequência depois, mas atualizo o roteiro outra hora.

* MUSE NO BRASIL – A superbanda indie Muse, de tamanho razoável no Brasil e EUA, mas gigante na Europa, fechou pelo menos uma apresentação no Brasil, em data a ser confirmada para início de agosto. Muse em SP está garantido. A negociação sonhada é para três shows: SP, Rio e Curitiba. Muse ao vivo é como se o Radiohead não tivesse desistido do rock no terceiro disco. Quer dizer... A turnê é sul-americana e vai ter “perna” em Santiago e Buenos Aires. O Chile já tem a data certa para o show de lá: 26 de julho. Pelo que eu ouvi falar, a abertura do Muse no Brasil ficará na responsabilidade de uma banda... emo. Pelo que eu ouvi falar 2, pode ser americana. E posso ter entendido errado, mas parece que talvez seja o grupo americano Paramore, da loirinha explosiva Hayley Williams. Mas vamos esperar mais esclarecimentos.

* Opa. Caiu na rede 80% do que vai ser o “Red Album”, o novo do Weezer. “Pork and Beans”, primeiro single, já havia vazado mês passado. Agora outras sete canções já estão perto de você. Faltam duas. O novo do Weezer está previsto para sair naquele formato antigo dia 24 de junho.
Ouça aí embaixo “The Greatest Man That Ever Lived” na íntegra, além de uma prévia de 30 segundos de cada música nova que estará no disco, um oferecimento da Popload. A ordem das canções é: "Troublemaker", "The Greatest Man That Ever Lived", "Pork and Beans", "Heart Songs", "Everybody Get Dangerous", "Dreamin'", "Thought I Knew" e "Cold Dark World".





Weezer – Prévia do novo álbum

* MADONNA SAPECA - E, agora estourando por todos os lugares, a Madonna na América do Sul está se confirmando, conforme você leu aqui antes (hahahaha. Adoro quem coloca isso). O site inglês de venda de ingressos “disputados” tinha razão e espalhou o troço pela Internet, no começo da semana. Só falta agora a confirmação das datas. E a confirmação ainda de que ela fará um show sim no Nordeste, o que seria luxo. O “sapeca” do titulinho é homenagem ao nome do novo disco, um dos significados para “hard candy”, expressão usada na internet para falar de “ninfeta”. Andam escrevendo por aí que “hard candy” é “doce duro”. Gosto mais de “ninfeta” e “sapeca”, pela capa do CD e pela eterna conexão dessas palavras com a cantora cinquentona. A Madonna disse em entrevista que “hard candy” significa “dar uma bica na sua bunda e você achar incrível. Isso é hard candy”. Dá perfeitamente para entender. “Doce duro” até está correto, mas não é esse o caso da Madonna, a não ser que você esteja pensando bobagem.





* BLOG PARTY – Este é o nome do blog do site do Bloc Party. Hehe. Mas, enfim, não é por isso que eu vou falar da banda que vem para o Brasil no Planeta Terra (e toca em outras cidades do Brasil também). É que o Bloc Party criou há um tempo já um “spin-off” interessante. Uma cria. Cada vez mais e mais ouço falar da Pin Me Down, projeto do guitarrista do Bloc Party, Russell Lissack, junto com uma amiga também guitarrista (e vocalista), Milena Mempris. O Pin Me Down é rock, mas tem muito de eletrônico também. A dupla chama “convidados especiais” quando é show. Já está sendo remixada por feras do electro-rock inglês (Phones). E se prepara nervosamente para a primeira turnê de sua história, que já atrai muita falação. Enquanto isso os dois tocam em praticamente todas as festinhas descoladas de Londres. O Planeta Terra poderia trazer a garota para um showzinho do Pin Me Down por aqui, aproveitando a viagem...

* MALLU MAGALHÃES NO BRASIL – No Brasil inteiro. Entre as novelas, na hora do futebol, nos programas de fofoca da tarde. Na Ana Maria Braga. A música “J1”, a do vídeo da MTV e a mais bombada do MySpace dela depois de “Tchubaruba”, vai servir de trilha sonora para peça publicitária de maciça campanha da Vivo, gigante do celular. O comercial, "com cenas de pessoas felizes", como me descreveram por cima, deve estrear nas telinhas brasileiras neste fim de semana, durante o “Fantástico”, ou no máximo na semana que vem. Numa semana, o CSS ganhando os tubos por tocar em Londres no aniversário da herdeira russa (exagerinho válido). Na outra, Mallu Magalhães invadindo com seu folk teen, em rede nacional e no horário nobre, as casas de família do Acre ao Rio Grande do Sul. Olha onde o indie nacional foi parar.

BOMBEIROS ROCK – Amigo viu recentemente show do bombado the Kills em Nova York. A mensagem que ele mandou foi essa: “Show do The Kills ontem à noite em NYC... abarrotado de modelos. Kate Moss incluída. No meio da apresentação entram bombeiros no palco. Ninguém entende nada. Nem a banda. Passam minutos até banda e público se convencerem de que a coisa era séria. Depois de apagado o pequeno incêndio, um dos bombeiros vai ao microfone, grita um “Rock’n’Roll e o show continua. Surreal.”

* PREMIAÇÃO DA SEMANA – ÚLTIMA CHAMADA
Segue mais um post a promoção oferecida aqui na Popload. Lembrando o que está para sorteio:

1. Um Prêmio Coachella: disco da banda americana MGMT
2. A edição americana do CD da esperta banda nova Vampire Weekend.
3. Um pacotinho de CDs gringos em edição nacional, recém-lançados: Hot Chip, o duplo dos Stones e a edição “turnê” de “Our Love to Admire”, do Interpol (com DVD).

- O esquema para concorrer é o velho email lucio_ribeiro@ig.com.br ou via comentários.

* No próximo post, lá da gringa, além da lista de vencedores eu boto aqui, a sorteio, regalos suecos e ingleses.

* Vou lá, então. Juízo! Daqui a pouco vou lá responder alguns comentários, minha nova diversão predileta.

enviada por Lúcio


05/05/2008 15:07

C$$ e a história da Madonna no... Nordeste


* BREAKING NEWS - Opa, opa. O Chile já vende ingressos para o show de Brett Anderson, ex-Suede, em junho. E a Colômbia divulga datas em setembro para shows da Siouxsie. Será que eles vêm ou vão fazer como o Jarvis Cocker?

* MOUSE NA ESTRADA - A Popload volta a ir fuçar assuntos pop em terras estrangeiras. Se tudo correr como planejado, este blog passa a ser escrito nos próximos dias de lugares como Estocolmo (?), Brighton (?!), Londres (normal) e só vai acabar em Barcelona, no final do mês. À medida que a viagem for rolando, você vai ser avisado.

* CSS E O SHOW MAIS CARO DA VIDA – O grupo brasileiro CSS fez o show mais caro da sua história e talvez o mais caro da história de qualquer grupo brasileiro nesta semana, em Londres. Segundo a famigerada "imprensa inglesa", a banda teria recebido 185.000 libras (mais de R$ 600 mil) para tocar na festa de 16 anos da filha do famoso magnata russo Roman Abramovich, Anna. O milionário Abramovich, dono do timaço inglês Chelsea, é fugitivo russo e, dizem, ligado à máfia vermelha. Cada um com seus problemas. Jornais britânicos publicaram ainda que na festa, que aconteceu no clube Paper, no West End londrino, tocaram também os Klaxons. E a balada teve discotecagem da boneca Alexa Chung, namorada do monkey Alex Turner, que ficou ao lado dela nas picapes. Parece, ainda de acordo com os brit-jornais, que cada convidado saiu com uma sacola de lembrancinhas que continha iPods e jóias. Meldels.

* O CSS lança "Donkey", seu aguardaaaaado segundo álbum, no dia 21 de julho. O CD sai na Inglaterra, EUA, Canadá e Japão. A faixa quase-grunge (palavras do Adriano Cintra) "Rat Is Dead (Rage)" foi colocada disponível para download na semana passada.




* Ops. Teriam vazado as datas da turnê mundial da Madonna. E tem um show marcado para o Rio, Maracanã, dia 9 de dezembro. E um outro marcado para um tal de "estádio do povo", em... Fortaleza. Um site gringo já estaria até vendendo ingressos. É até suspeito (eles dizem que o show de Buenos Aires será no "Maradona Stadion"), mas o desenho de turnê é bem bom.

Tue, 09/12/2008
19:00 Maracana Stadion, Rio de Janeiro

Thu, 11/12/2008
19:00 Stadion Pueblo, Fortaleza

* RADIOHEEEEEAD – Surpresa da lista de músicas do primeiro show de sua nova turnê mundial, que rolou nesta semana em West Palm Beach, na Florida, foi a linda “Bullet Proof (I Wish I Was), faixa do incrível álbum “The Bends”, de 1995, época em que o Radiohead ainda era deste planeta. Balada quase silenciosa. Inesperadíssima. O vídeo que prova que “Bullet Proof” foi tocada está aqui.





* TERREMOTO NO MATO GROSSO – Ou, “Quando Mallu Magalhães tocou em Cuiabá. A menina-fenômeno indie folk se apresenta neste sábado em Cuiabá, na reinauguração da Casa Fora do Eixo, importante sede da movimentada cena local, que despontou Vanguart e Macaco Bong. Fui informado de que lá só se vende ingressos antecipados raramente. Esquema indie claro, o povo costuma comprar as entradas na hora. Quando é o Vanguart que toca por lá, costuma abarrotar, dar confusão e a casa é obrigada a vender uns ingressos antecipados, sempre por volta de 30. Para o show da Mallu, venderam 150, que era o que tinham na hora. Na casa cabem 300 pessoas. A média de ligações diárias atrás de info do show passa das 20. “Tenho medo da quantidade de pessoas que vai ficar para fora. Nunca lidamos com isso”, disse Pablo Capilé, do Fora do Eixo.

* STEREOLAB - Olha só quem apareceu. Vídeo novo de música nova de disco novo do Stereolab, a banda inglesa de sotaque francês que deveria estar tocando (não é gerúndio marketóide) por estes dias aqui no Brasil. O vídeo é o lisérgico "Three Women", canção fofa-stereolébica que vai estar no próximo disco da banda, "Chemical Chords", que tem data de lançamento em agosto nos EUA e Inglaterra. É o primeiro CD deles desde 2004. Curta o vídeo "geométrico" deles. Reza a lenda que tem uma historinha embutida, bem sexual até. E que o lance das "três mulheres" estaria muito bem explicado. Eu fiquei com preguiça de "analisar". Talvez voltemos ao assunto depois.





* THE KOOKS - A entrevista que eu fiz com o guitarrista Hugh Harris saiu nesta quarta, na Folha de S.Paulo. Vou reproduzir uns trechos do material. Eu tinha um pouco de preguiça do Kooks até vê-los ao vivo no South by Southwest (Texas) do ano passado. No palco os moleques são um furacão. O show de Austin foi apresentado pelo grande DJ inglês Steve Lamacq (BBC), que eu acompanho desde 1991. E o cara fez uma introdução empolgada do Kooks, que na hora me espantou. Depois descobri por quê. Bom, vamos ao que foi publicado no jornal, mais ou menos.

* A banda inglesa The Kooks, quatro moleques de 20 e poucos anos, calculadamente bonitinhos e bem vestidos, é um ótimo grupo para você gostar e dizer para todo mundo que odeia. Principalmente agora que ela volta a ser grande notícia no pop, por conta do lançamento do seu aguardado segundo disco, esperto “Konk”, que está chegando às lojas brasileiras. O Kooks faz boas músicas lá-lá-lá, daquelas grudentas, para cantar junto. Vendem alguns milhões de CDs, seus enérgicos shows (inclusive nos EUA) estão sempre lotados. Mas a “fama” que eles carregam não é fácil: (1) banda mais preocupada com cabelo do que com suas músicas; (2) banda indie-comercial, que sem pensar troca a chamada “integridade indie” por um refrão fácil e assobiável; (3) banda “de meninas”, no caso banda “para meninas”; (4) banda posh (no sentido Spice Girls, tipo “bandinha da moda”); (5) banda pós-boys band, espécie de reedição dos fabricados grupos de garotos cantores. Dito isso...

* “Dane-se”, resume o guitarrista do Kooks, Hugh Harris, 20 anos, em entrevista por telefone, de Londres. “Nossa intenção é fazer canções pop, para o maior número de pessoas possível ouvir nas rádios, acessar na internet, cantar em bares, em clubes, nas ruas. Nossos CDs vendem por causa delas, nossos shows estão sempre cheios de pessoas animadas por causa delas. Nos sentimos honestos fazendo o som que estamos fazendo. O resto não nos interessa.”
“Konk”, o CD que está sendo lançado no Brasil, o sempre difícil segundo álbum para muitas bandas, parece que no caso do Kooks nem “doeu” para ser produzido, segundo o guitarrista. O álbum novo nasceu com a missão de suceder o algo-aclamado disco de estréia “Inside In/Inside Out” (2006), que vendeu 2 milhões de cópias no mundo todo, grudou o Kooks nas TVs e rádios inglesas, conseguiu boa entrada nos EUA e teve hit regravado por Lily Allen.

* “Não mudamos quase nada do nosso som para esse disco, em comparação ao primeiro. Nossa fase ‘garotos se divertindo com música, atraindo muitas meninas e ganhando bastante dinheiro com isso’ ainda não acabou. Então para que mudar?”, disse o guitarrista.
”Konk” foi lançado na Inglaterra no dia 14 de abril e foi direto ao primeiro lugar da parada. Quase um mês depois, ainda frequenta o Top 10 britânico. O single “Always Where I Need to Be” é onipresente nas rádios inglesas desde março. É uma das músicas mais massacradamente tocadas em qualquer andar da Topshop, talvez a loja de roupas e acessórios mais povoada de jovens do mundo. Isso não é pouca coisa.

* “O Brasil vai nos ver ao vivo em um desses festivais ainda neste ano. Não lembro o nome. Nos disseram que é algo entre julho e agosto”, entregou o guitarrista do Kooks, quando a entrevista ainda estava longe do famoso tópico “shows no Brasil”.
A Popload apurou que a data de julho/agosto não é tão precisa, mas a banda está sendo mesmo cogitada para um dos grandes festivais do segundo semestre. Na Argentina, fala-se que o Kooks está certo para tocar por lá no começo de novembro, em um festival que dialoga direto com eventos pop brasileiros como o Tim Festival e o Planeta Terra.

* O que é bom saber de uma performance ao vivo do jovem grupo inglês é que em disco eles são um, no palco a banda se transforma. Em show, o britpop de canções fofas ganha peso incrível, algumas horas quase punk, sem a “limpeza” das gravações de estúdio.
Diferentemente do que sai em disco, Hugh Harris entrega ao vivo uma guitarra bem mais suja; o vocalista Luke Pritchard canta quase gritando; a velocidade das músicas, seja na sossegada e “velha” “Naive” ou no rockinho novo “Always Where I Need to Be”, é acelerada.

* Acompanhando as performances do Kooks nos EUA, sempre importantes para a aceitação de uma banda nova inglesa, um repórter do jornal britânico “The Guardian” atestou que o Kooks estava atraindo por lá um incrível número de meninas para suas apresentações. E fez a comparação: os shows na Inglaterra estão mais “evoluídos”, porque as garotas que amam a banda já começaram a levar seus namorados. Um show do Kooks no Reino Unido agora é composto por um público 50%-50%. E isso não tem agradado tanto a banda. O Kooks faz turnê no Reino Unido, com ingressos esgotados. Depois embarca aos EUA e Canadá, para já concorridos shows. No segundo semestre deve ser nossa vez de ver a banda.

* PREMIAÇÃO DA SEMANA – Segue a promoção oferecida no último post. O que está a sorteio é o seguinte:

1. Um Prêmio Coachella, vindo direto do recém-realizado festival da Califórnia. Um disco da banda americana MGMT, um dos mais badalados shows do festival do deserto neste ano. O prêmio é trazido pela correspondente Fernanda Vendramini Tedde (twoway-monologue.blogspot.com), que assinou a esperta cobertura via SMS especialmente para a Popload.

2. A edição americana da esperta banda nova Vampire Weekend, superatração do último Coachella, e que está ajudando (junto com o ótimo MGMT) a devolver a graça ao som de Nova York, que andava meio caído.

3. Um pacotinho de CDs nacionais, recém-lançados: o novo do Hot Chip, o duplo dos Stones (a trilha do documentário do Martin Scorsese) e a edição “turnê” de “Our Love to Admire”, do Interpol, que além do terceiro disco do grupo traz um DVD com show dos nova-iorquinos.

- O esquema para concorrer é o velho email lucio_ribeiro@ig.com.br ou via comentários.

* Tchau!

enviada por Lúcio


30/04/2008 13:37

O rato, o porco, o macaco e o leãozinho


Depois do maior post de um blog na história mundial dos blogs, voltamos à nossa programação normal.

* Não sei se, na centésima vez que você voltou ao mesmo post,
viu que as premiações voltaram. Ta lá no fim do textão do
Coachella. E vai estar no fim deste post aqui, também. A lista devida dos ganhadores de prêmios, parece, está atualizada.

* SKOL BEATS 2008 – A Popload está envolvida na montagem do maior festival eletrônico do país. Então meus pitacos sobre as atrações e tal ficam comprometidos, por questão ética. Histórias como Depeche Mode e outros nomes só saem aqui anunciados depois da liberação oficial do festival, para não misturarmos as coisas. O Skol Beats 2008 veio a público nesta semana anunciar que a edição deste ano será montada pelo público, no que for possível. Da escolha das atrações ao formato do evento e horários dos shows. Ele está marcado para acontecer no dia 27 de setembro, em São Paulo.

* KAISER CHIEFS/FRANZ FERDINAND – O Chile já está soltando notícias da vinda à América do Sul das duas bandas no segundo semestre, o que a gente vem buzinando aqui. Logo mais deveremos ter notícias, tipo, reais... Quem pensa que a coisa está parando no Bloc Party, Gossip, Jesus & Mary Chain, Justice pode ir guardando uma preciosa verba. Vamos falar mais depois, mas o Black Lips também está vindo.

* CSS – 21 de julho é a data de lançamento de “Donkey”, o segundo disco do grupo brasileiro Cansei de Ser Sexy. É “Rat Is Dead (Rage)”, que mostra a decantada re-orientação que o CSS quer dar ao seu som, nesse aguardado e sempre difícil segundo CD. A nova canção é mais rock, menos electro-rock. Mais Torre do Dr. Zero, menos Vegas. Mais L7, menos New Young Pony Club. Pelas batidas, menos new rave, mais new wave. Se o resto do álbum seguir o caminho dessa boa “Rat Is Dead”, a banda vai seguir com uma vida bem agitada no roteiro EUA-Europa.

* TING TINGS – Só para deixar claro, o nome da loirinha da dupla inglesa Ting Tings é Katie White. Ela fica nervosa quando erram o nome dela. Pode ver na “That’s Not My Name”, seu hit de pista até no Brasil. “That’s Not My Name” ganhou vídeo novo, este aqui embaixo. Repare na Katie de chapéu, o cabelo loiro querendo escapar até que...





* MAIS TING TINGS – A piada é boa. Estão chamando agora a dupla inglesa de Big Tings. O duo de Manchester foi escolhido para contribuir com uma música para a série de comerciais legais do iPod + iTunes, as duas maravilhas da Apple. Aquela campanha publicitária de filminhos em que a famosa gigante de computadores usa bandas novas para fazer “os sombras” do iPod dançarem como se não houvesse amanhã. A música do Ting Tings para as massas é a esperta “Shut Up and Let Me Go”, que mostra duas coisas:
1. Sim, a dupla tem outras músicas além dos dois indie hits “Great DJ” e “That`s Not My Name”.
2. Sim, o Ting Tings tem músicas para um álbum inteiro, que sai fisicamente em 19 de maio e tem o ótimo nome para um primeiro CD, “We Started Nothing”.




* Quem está bombando na TV americana como trilha de campanhas (mais ou menos) publicitárias é o RADIOHEAD. O grupo de Thom Yorke agora em abril serviu de sonora (“House of Cards”) para as chamadas-desafio dos playoffs da NBA, o supercampeonato de basquete. E também embala trilha para a tocante campanha social da MTV americana, contra a velha questão do abuso de criancinhas asiáticas no trabalho compulsório de fábricas de multinacionais, que desovam depois os “sangrentos” produtos nas lojas dos EUA blablablá. Ao som de “All I Need”, duas telas acompanham o despertar de duas crianças para um novo dia. A primeira, loirinha, acordando e botando sua roupa para ir tomar seu sucrilho. A segunda, asiática, sendo acordada no chute e vestida como dormiu sendo levada direto para uma fábrica de sapatos. Depois a primeira vai para a escola desenhar, recortar e colar; e a segunda vai fazer desenhos industriais, recortar solados e passar cola de sapateiro na base da porrada na fábrica. No final, o menino da primeira tela tira seu sapato no fim do dia e vai dormir tranqüilo. Enquanto o da segunda tela àquela hora da noite está terminando de confeccionar um sapato igual ao que o primeiro garoto largou à beira da cama. E vem a mensagem: “Algumas coisas custam mais caro do que você pode imaginar”. O Radiohead parece ter nascido para ser trilha de coisas assim. Os dois vídeos, NBA e MTV, estão no YouTube.

* Só como gancho, o Radiohead "apareceu" bastante no Brasil depois que "Fake Plastic Trees", do "The Bends", segundo disco deles, foi trilha de comercial de TV sobre Síndrome de Down.

* ONDE VAI PARAR A MALLU MAGALHÃES? – O papo que rolava nos bastidores agora, parece, é para valer. O conceituado produtor americano (nascido no Brasil) Mario Caldato vai mesmo produzir o disco de estréia da garota de 15 anos que virou heroína indie-folk no Brasil. Caldato, que já assinou a produção de Beastie Boys, Super Furry Animals, Tone Loc e Planet Hemp, vai enfiar Mallu num estúdio assim que junho/julho chegar e ela sair em férias escolares, haha. O disco, a princípio, terá produção e distribuição independente. Mallu não se entusiasmou com as várias propostas de gravadoras que recebeu.

* ONDE VAI PARAR A MALLU MAGALHÃES? DOIS – Estrelando festival em Goiânia e Natal, inaugurando casa de shows em Cuiabá ou entrando para o top 10 dos vídeos mais vistos no MTV Overdrive, Mallu Magalhães segue causando. Vi um incrível show dela recente no Studio SP. Mallu cantou em inglês, português e francês. Tocou violão, banjo, escaleta, gaita e piano. Suas músicas estão melhores, seu show está melhor, a banda que a acompanha está melhor. Iniciou o show cantando um trecho de “O Leãozinho”, do Caetano Veloso. A música fez mais sentido com ela do que com o Caetano. E, talvez na canção mais bacana de sua performance na noite do Studio SP, Mallu termina a música, olha para sua gaita e diz: “Ai, era para eu tocar gaita nessa música. Esqueci...”. She`s only fifteen.

* MAAAAAIS SHOWS NO BRASIL - A Argentina já anda delatando que o Sonic Youth está fechado para o segundo semestre, trazendo a turnê do "Daydream Nation - 20 anos". E a deliciosa dupla disco americana Glass Candy pulou fora do Motomix e já entrega no seu MySpace que toca em São Paulo nos dias 2 e 3 de outubro. Sonar Sound São Paulo?

* Opa, opa, OPA! Novo vídeo do Justice. O vídeo ganhou uma categoria restritiva: "Rated † for extremely un-Christian behavior".





* SANTOGOLD – Tudo que a classuda Santi White toca, tem virado ouro. Até reggae na mistura com rock e hip hop que a moça cria fica mágico. O site da gravadora online Rcrdlbl.com está dando o download da chapante “Your Voice”, material extra que não entrou no lindão álbum de estréia de Santogold, homônimo. É só ir lá e pegar. Dá até para dizer que o reggaezinho de “Your Voice” é trip hop com alegria. Agora, na semana de lançamento do seu CD, Santi foi ao programa do Conan O`Brien cantar seu hit, a delícia “LES Artistes”. Nunca vi nenhuma explicação para esse “LES” em maiúsculas do título da música, mas como a Santi é baseada em Nova York imagino que se refira aos “artistas do Lower East Side”, em Manhattan. Ou não. A performance dela no Conan está aí embaixo.





* A neopopozuda Nelly Furtado tem shows marcados na América do Sul no começo de agosto. Será que é para o mesmo evento que o Elton John?

* MACACO BONG - Dono de um dos melhores shows ao vivo do indie nacional, o grupo cuiabano de anarquia instrumental Macaco Bong lança esta semana (dia 8) o seu primeiro disco. Com as estampas da Monstro Disco e Fora do Eixo Discos, o CD terá distribuição nacional da Tratore, com o reforço de pequenos selos estaduais, na mais esperta articulação indie. As faixas do primeiro álbum do Bong são Amendoin/ Fuck You Lady/ Noise James/ Shift/ Black`s Fuck/ Rancho/ Bananas for You All/ Belezza/ Compasso em Ferrovia/ Vamodahmaisuma. E a capa cool é esta aqui:






* COACHELLA, O FESTIVAL QUE AINDA NÃO ACABOU – Isso, pelo menos, aqui na Popload. No rescaldo do evento pop do deserto, achamos fotos legais da apresentação “hot” do Bonde do Rolê, como esta abaixo.




* PREMIAÇÃO DA SEMANA – Segue a promoção oferecida no último post. O que está a sorteio é o seguinte:

1. Um Prêmio Coachella, vindo direto do recém-realizado festival da Califórnia. Um disco da banda americana MGMT, um dos mais badalados shows do festival do deserto neste ano. O prêmio é trazido pela correspondente Fernanda Vendramini Tedde (twoway-monologue.blogspot.com), que assinou a esperta cobertura via SMS especialmente para a Popload.

2. A edição americana da esperta banda nova Vampire Weekend, superatração do último Coachella, e que está ajudando (junto com o ótimo MGMT) a devolver a graça ao som de Nova York, que andava meio caído.

3. Um pacotinho de CDs nacionais, recém-lançados: o novo do Hot Chip, o duplo dos Stones (a trilha do documentário do Martin Scorsese) e a edição “turnê” de “Our Love to Admire”, do Interpol, que além do terceiro disco do grupo traz um DVD com show dos nova-iorquinos.

- O esquema para concorrer é o velho email lucio_ribeiro@ig.com.br ou via comentários.

* MAIS – Eu ia falar do porco do Roger Waters, que sumiu no Coachella e tal, mas desencanei. O porco fica no título, por um motivo pessoal. Não liga, não. E repito: não, o Coachella 2008 ainda não acabou na Popload. E no próximo post eu digo o que ainda vai começar...


enviada por Lúcio


25/04/2008 15:06

COACHELLA TOTAL (cobertura SMS)


* Atualizado em 28/04, às 18h20.

* Popload no Coachella 2008, o maior festival americano (até o Lollapalooza). Este post vai mostrar a cobertura de fim-de-semana do evento pop do deserto californiano. Serão publicadas notas rápidas e quentes via SMS, tipo twitter, do que estiver acontecendo NA HORA no Coachella. Quem vai municiar este espaço é a correspondente popload Fernanda Vendramini Tedde, de corpo e alma no festival. Acompanhando o "material twitter" da Fernanda virão as notícias, as fotos e os vídeos mais legais do evento, que a gente comanda por aqui. Bora.

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COACHELLA 2008 - DOMINGO
Popload no festival (por Fernanda Vendramini Tedde, em SMS, email, twitter)
-- horários da Costa Oeste americana, quatro menos em relação ao de Brasília --

- Na fila do último dia do Coachella. Inédito: tem nuvens no céu. Mas está muito sol. E tem muita gente com camiseta do Roger Waters. Vários tiozões. (15h22)
- Fui me dar ao luxo de tomar um brunch antes de vir para cá e deu nisso: perdi o Holy Fuck. Foi mal. (15h23)
- Mas ajudou (ou melhor, atrapalhou também) a fila da entrada. A revista hoje estava bem mais rígida. Olharam todos os bolsinhos de cada mochila de todo mundo. Como não tem nenhum show violento hoje (como no ano passado, que era Rage against the Machine), não deviam estar procurando "armas". Será que eles estão na nóia da “galera Pink Floyd” e querem fechar o cerco de drogas? (15h30)
- O line-up hoje é bem mais tranquilo, pelo menos ate o sol se pôr. Por isso as lojinhas e tendas como a da AT&T estão lotadas. O pessoal está dando um relax. Por enquanto, o show com maior concentração de gente é o Shout Out Louds, no palco principal. (15h40)
- Estou me preparando psicologicamente para Does It Offend You Yeah às 17h10. Depois Sean Penn (é, ele mesmo. Parece que vai fazer um discurso, que eu não vou perder. Amo ele), Spiritualized, My Morning Jacket (idolatrada pela crítica aqui), Roger Waters, Simian Mobile Disco e Justice. (16h)
- Acabou Does It Offend You Yeah agora. Morgan Quaintance ganhou o prêmio de cara mais gente boa do Coachella. Fez o show inteiro rachando o bico de tudo e simpático. Ele estava vestido com o que parecia ser um pijama. New rave, claro. Engraçado que ele não parece da mesma banda que James Rushent e Dan Coop, que dividem a frente do palco com ele mas não deram um sorrisinho. Só comentaram no começo que o show do Portishead foi “fucking awasome”. (18h)
- James inclusive não parecia estar muito bem. Estava com uma toalha molhada na cabeça e cara de alucinado. Dan até perguntou para ele uma hora: “Are you ok?" Bom, pode ser o calor, não? Mas o que importa eles fizeram bem. O som é pesadão ao vivo. Galera delirando. Em “Let’s Make Out”, Morgan desceu do palco e cantou com a galera. E em “Se7en” a tenda quase foi para o chão.
- Eles terminaram chamando uma galera para o palco, inclusive um gordinho que acho que era o Har Mar Superstar, que também subiu no palco do Black Lips (putz, esqueci de escrever de Black Lips, né?). Bom, vou para o Spiritualized. (18h15)
- Spiritualized teve Jason Pierce e seu tecladista sentados nos banquinhos, com violinistas e backing vocals atrás, dando um clima de miniorquestra. A banda iniciou com bastantes problemas técnicos no som. Mas a platéia é superfã e está dando todo o apoio. Começou, vi um pouco e fui para o Sean Penn. (18h45)
- Sean Penn. "What tha fuck is Sean Penn doing at Coachella's main stage?" Segundo ele, essa foi uma frase de sua mãe, quando soube que ele estaria lá e que coincide com o pensamento geral. Penn falou sobre a importância das geraçoes atuais, aquelas que estavam no Coachella, terem consciência politica e de voto blablá. E de quanto a geração dele estragou as coisas, a importância do voluntariado... “Revolution is a young man`s job”, Sean Penn discursou. Acabei de virar voluntária. (19h)
- My Morning Jacket fez uma sonzeira no palco principal, na hora em que o sol estava se pondo no deserto e o cenário fica mais de sonho. Jim James e banda (e o urso de pelúcia que estava no palco) deixaram a platéia hipnotizada. Não dava para sair desse show. "Gideon" foi especialmente linda pra mim. (20h)
- O show do Roger Waters foi dividido em duas partes, com um break no meio. Foi quando ele tocou o DVD 1 e o 2. Brincadeira. Realmente o show parece bem ensaiado. Em um momento, quando a musica "explode", ele levanta os dois braços no mesmo segundo que labaredas de fogo saem de trás do palco. Deu um pouco de vergonha alheia. Mas não dá para não se emocionar com 120.000 pessoas cantando em uníssono "Wish You Were Here" e outras músicas-"monstro". E o telão mostrando imagens do Syd Barret, galáxias e estrelas naquele cenário do deserto davam o clima de "um disco voador pode chegar a qualquer momento". (22h30)

+Coachies Domingo+

- A imprensa inglesa de olho no Coachella passou o domingo elogiando a performance do Calvin Harris. Conhecido agora como o escocesinho que desafiou Prince, o garotão esperto Calvin Harris tocou no sábado na mesma hora em que o veterano americano se apresentava no palco principal. E conseguiu manter sua tenda sempre lotada e vibrante. Com o repertório do discão “I Created Disco”, do ano passado, Calvin Harris goza de um prestígio indie nos EUA. Na semana passada seu show em Los Angeles tinha tumulto na porta, de tão cheio.

+Fotos Domingo+


Os jatos de água são "atrações" mais que procuradas pela galera na Califórnia - (Foto: Desert Sun)


Acertados para o Tim, os ciganos do Gogol Bordello fizeram uma apresentação responsa no último dia de Coachella - (Foto: Buzznet)


Roger Waters apresentou o lado escuro da lua na terra do sol - (Foto: Desert Sun)


"Revolution is a young man's job", Sean Penn, em discurso - (Foto: Stereogum)


A volta de Jason Pierce e seu viajante Spiritualized, para americano ver - (Foto: Stereogum)


Does it Offend You, Yeah? - (Foto: Buzznet)


Yeaaaaaaaaaaaaah! - (Foto: Buzznet)


+Vídeos Domingo+

- A loucura que foi a apresentação dos franceses do Justice, meio que encerrando o Coachella 2008. "Insane" foi a palavra gringa mais usada para descrever a balada




- Os britânicos do Does It Offend You Yeah gritam "Let's Make Out" na tenda, em outro show considerado "infernal"




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COACHELLA 2008 - SÁBADO
Popload no festival (por Fernanda Vendramini Tedde, em SMS, email, twitter)
-- horários da Costa Oeste americana, quatro menos em relação ao de Brasília --

- O mesmo calor da sexta (35, 36 graus). Sem tanto trânsito hoje. Indo na tenda de autógrafos encontrar o MGMT. (12h50)
- Rolou um tufão aqui dentro. Maior ventania. Voaram lixeiras e tudo. Minhas mensagens estão chegando, Lúcio? Estou na fila do MGMT. São muito bonitos.
- FURO - MGMT diz que planeja shows no Brasil no outono (setembro/outubro/novembro). (13h10)
- Show dos franceses The Teenagers foi incrível. Chamou uma galera para o palco para cantar "Homecoming". Vocalista super bem-humorado. Até jogou bola com a platéia. Cantou "French Kiss" sussurrando para quem quisesse "to make out or kiss someone". Foi "tenso".(14h14)
- Os Teenagers são os franceses mais simpáticos do mundo. Desenharam coração no meu CD. E disseram que estão loucos para ir ao Brasil. (14h37)
- O baixista do Teenagers estã com uma camiseta fofa do Leonardo DiCaprio. E a Kate Nash parece uma bonequinha de porcelana. Gordinha, hehe. (14h39)
- Rolando MGMT. Tenta lotadaça, cheio de clones do garoto que usa faixa na cabeça. Eles parecem ter 14 anos. A platéia da frente do palco é só de menininhas. Começaram com as baladas. O som deles é bem mais pesado ao vivo que no disco. (16h07)
- Na hora de "Kids", o vocalista não só pulou do palco, como sempre, como também SAIU DA TENDA. Vou correr para ver o Bonde.
- BONDE DO ROLÊ. Show in-crí-vel. Mordi minha língua. Consegui ver do backstage. A banda está feliz, o Pedro dançou com seguranças, a Laura Taylor arrasou. Os gringos ficaram LOUCOS e a tenda veio abaixo. (17h)
- Passei pelo Stephen Malkmus, que estava cheio, mas só deu para ouvir umas guitarras distorcidas. O calor ainda estava demais para ficar em palcos abertos. (17h10)
- Eu dei sorte de chegar no show da Kate Nash na hora das duas músicas que eu mais gosto: “Mouthwash” e “Foundations”. Ela tem cara, roupa e sapato de boneca. Mas so isso. Uma voz poderosa e vira um "monstro" nos teclados. A plateia ficou de um jeito que, se eles já nao estivessem de pé, eu diria que aplaudiram de pé. (17h35)
- Entre o show do Death Cab for Cutie e o Hot chip, escolhi o segundo. (18h15)
- Não dava para entrar na tenda do Hot Chip. Ela só perdeu em lotação para a da M.I.A. O "jeito" foi ver o show do backstage. Só que o backstage tambem estava bombando mais do que qualquer outro que vi aqui. E de celebridades. Elija Wood, Jared Letto... E eu tenho quase certeza que vi a Siena-deusa-Miller.
- O resto do pessoal também era lindo, loiro, magro, usava bolsas Chloe e deviam ser semifamosos, porque ali estava cheio de fotógrafo. (18h35)
- Os caras do Hot Chip suaram a camisa, literalmente, e fizeram um show ótimo, com músicas dos discos antigo e novo e deixando para o final “Out of Picture” e encerrando com, adivinha, “Ready for the Floor”. Minha impressão é a de que eles são tão hype agora, aqui, que nem precisavam se esforçar. (19h)
- O show da M.I.A. lotou a tenda Sahara (a última, a dance, lá nos fundos do festival) de um jeito inédito. Não dava para chegar perto. A mulher é idolatrada aqui. Do pouco que consegui ver, ela estava com uma peruca loiro-branco e no telão passavam videos hip hop- new rave- anos 80. Barulho de tiros acompanhou o show todo. Dava para ouvir o pancadão de longe. Quem ficou disse que, quando ela cantou “Paper Planes”, deu até medo. Mas eu não estava mais lá. (20h20)
- Estava saindo para o Mark Ronson. No caminho, passei pelo show do Animal Collective, que estava ao lado da M.I.A., e por isso mesmo chocava pelo contraste "populacional e atitudinal" das tendas. Enquanto o mundo estava acabando na M.I.A., o Animal Collective tocava um som viajandão para uma tenda razoavelmente vazia, com algumas pessoas sentadas e outras até se alongando(!). (20h35)
- Umas 20h45 eu estava chegando no Mark Ronson, no Outdoor Theather. Ele estava arrumadinho, de cabelo penteado, terno e gravata. Mas a quantidade de vezes que ele falou "fuck" no show desmentiam a aparência comportada. Ele deixou claro ser um cara bem relacionado. Choveram amigos para cantar os hits com ele, passando pelo vocalista do Kaiser Chiefs, do Charlatans (ACHO que era ele) e Kelly Osbourne..
- Portishead foi denso. As imagens só em preto-e-branco nos telões colaboravam com o clima. Beth Gibbons realmente faz loucuras com aquela voz. O cantar sofrido dela fez a platéia “sofrer”, junto. (22h20)
- Mas confesso que assisti Portishead sentada. Foi a hora em que eu oficialmente arreguei. E deixei o Prince para um outro dia. Fim das transmissões por hoje (22h30)

+Coachies Sábado+

- O arroz-de festa do Coachella 2008 é o ator Elijah Wood, que está em todas. Na sexta, o Frodo-Indie, que no ano passado foi ao Texas ver o South by Southwest, foi visto se acabando no show do Vampire Weekend.(16h30)
- Choque de gerações no sábado no festival do deserto. Só no palco principal tem/teve essa turma aqui, na sequência: Death cab for Cutie, Kraftwerk, Portishead e... Prince. Mas para quem acha tudo isso sooooo 80's/90's, quase no mesmo horário tem/teve M.I.A., Hot Chip, Mark Ronson, MGMT e Bonde do Rolê. (17h21)
- E o Prince cantou "Creep", do Radiohead. Vou repetir: o Prince cantou "Creep", do Radiohead. Sete minutos de versão. O vídeo está ali embaixo.

+Fotos Coachella Sábado+


Programa de índio em Indio... - (Foto: Desert Sun)


Stephen Malkmus, do eterno Pavement, apresentou canções do seu mais recente álbum, "Real Emotional Trash" - (Foto: Desert Sun)


As duas Bondettes. O festival nem acabou, mas o Bonde já desponta como candidato para "O" show de 2008 - (Foto: Buzznet)


You Can Play These Songs with Chords: é Ben Gibbard com seu Death Cab for Cutie - (Foto: Buzznet)


O show, sempre mega, do Kraftwerk, festejando como se fosse 2038 - (Foto: Buzznet)


Beth Gibbons deixou o Coachella suspenso no ar, na apresentação do Portishead - (Foto: Buzznet)


MIA com sua mistura de ritmos e cores. MIA new rave - (Foto: Buzznet)


+Vídeos Coachella Sábado+

- O novo Bonde do Rolê balançando o Coachella. "Solo" rápido de Laura Taylor para "Jabuticaba", a banda dançando, a filmagem "contra o Sol". Laura é a "fruta da estação"




- O pessoal do Teenagers lotou não só a tenda, mas também o palco. A sensação do rock francês se diverte cantando, em "Homecoming", versos do tipo "I fucked my american cunt"...




- Prince encheu o Coachella com hits e surpreendeu com cover de... "Creep"




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COACHELLA 2008 - SEXTA
Popload no festival (por Fernanda Vendramini Tedde, via SMS, email, twitter)
-- horários da Costa Oeste americana, quatro menos em relação ao de Brasília --

- Trânsito monstro para chegar ao Coachella. Temperatura de 36 graus. Não está fácil (horário: 13h)
- Estou oficialmente dentro. Vocalista do Les Savy Fav desceu na platéia só de shortinho. Vermelho tipo “SOS Malibu”. Black Kids acabou de entrar na tenda Mojave com “Hit the Heartbreaks”. Agradeceram o sol, depois de três meses de Inglaterra. Coachella vazio ainda. (16h21)
- E ninguém conhece Black Kids aqui, parece. O show foi bem fofo.
- Breeders entrou com “Overglazed”. Só tem “girls who like girls” na platéia. (17h)
- Depois do Black Kids inaugurar nosso Coachella super simpático apesar da tenda meio vazia, dei uma passada no Architecture in helsinki. Daí fui para o Cut Copy. (17h20)
- Momento catarse no show do Cut Copy. A tenda veio abaixo com "Light & Music". Mas o resto do show foi um pouco "devagar". (17h35)
- Vampire Weekend lotou muuuuuuito o palco dois. The National tocando agora, se aproveitando do embalo do VW. (17h50)
- The National tocou no Outdoor Theater, o palco dois, na hora mais legal do dia, quando o sol começava a se pôr. "Slow Show" foi a mais bonita (ok, talvez porque é a minha preferida) e a performance foi toda bem bacana. Mas, só pra constar, a voz do Matt Berninger ao vivo não mantém o famoso tom grave de barítono o tempo todo, não. (19h30)
- Precisei dar uma corrida antes do final do National para pegar o Raconteurs. Consegui ficar na área dos fotógrafos, bem na frente do Jack White. De chapéu, vestido de preto e com sua guitarra vermelha, ele saudou a galera como "people of the desert" e começou o melhor show da noite. (20h)
- Ele revezava o vocal com Brendan Benson e tocou todos os hits. "Level", "Steady as She Goes" e "Many Shades of Black" causaram comoção geral na platéia enorme. Jack fez solos de guitarra de fazer o povo chorar. E cantou com emoção, em alguns momentos quase transe, principalmente "Carolina Drama", a última do show. (20h30)
- Me contaram aqui que o Goldfrapp fez um show incrível, com todas as músicas novas e versões diferentes das antigas. Parece que a galera pirou na Alisson Goldfrapp.
- No final da noite, a tenda dance onde tocava o Fatboy Slim era a mais lotada da história. Ele estava todo "showman". (23h)
- Uma hora e meia dentro do carro só para conseguir sair do estacionamento do Coachella. (2h)

+Coachies Sexta+

- Ainda Les Sav Fav. "It's Hot as F*ck and I need a Hug!". Não é preciso estar lá em Índio para ver o cofrinho do vocalista do Les Savy Fav, por exemplo. No meio da multidão berrando a frase acima e implorando por um abraço suado. Clicando na TVzinha do ATT, que vai transmitir o festival todo AO VIVO (todo, não tudo), foi a primeira coisa que vi. Beleza. Ainda dá para seguir o festival pelo Twitter, pelos blogs, pelo YouTube... Só não vai ao Coachella a-go-ra quem não quer. Acho até que tem mais gente postando via
fone que batendo palma.

+Fotos Coachella Sexta+


Popload vê Coachella: essa é a foto #1 da cobertura - (Foto: Desert Sun)


Coachella: calor, invenções bizarras e (até) música - (Foto: Desert Sun)


Tim Harrington, um dos caras mais "cool" da música segundo a NME, levou o som da sua Les Savy Fav para os braços do povo - (Foto: Coachella Oficial)


Jack "gênio" White acompanhado de perto por Benson - (Foto: Coachella Oficial)


Richard Ashcroft e seu The Verve. "The crowd goes wild", descreveram alguns blogueiros - (Foto: Stereogum)


+Vídeos Coachella Sexta+

- Cut Copy "enlouquecendo" o Coachella com "Light & Music"




- Vídeo "classe" do ótimo Raconteurs, em performance de "Attention", do disco novo. No fim do show, Jack White... chorou de emoção.




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* “They are here.”
É, (re)começou “Lost”...
No caso, a tradução para “they are here” é: “Agora f**eu!”

* Falando em seriado, olha quem está voltando:



* INDIE ROCK FESTIVAL DOIS – O festival do “Klaxons e Editors” vai acontecer, sim. Como não? Mas sem Klaxons e Editors. A segunda edição do evento, depois dos atropelos iniciais, está marcada para a segunda quinzena de agosto, este blog apurou. No Rio e em São Paulo, como o do ano passado. A banda canadense Broken Social Scene está no festival. Tinha dito uma vez que o BSS tocaria no Motomix. Mas o festival era outro, pois. Um ventilado nome a estrelar essa segunda edição do Indie Rock Festival é o da um pouco zoada banda inglesa The Kooks, que eu curto bem. A pista do Kooks foi dada pelo guitarrista do grupo, Hugh Kooks, em entrevista a este escrevinhador, nesta semana. “Vamos tocar no Rio e em SP em agosto, em um festival que eu não lembro o nome agora. Sei que é indie.”

* O Broken Social Scene prepara uma leve bombação para as próximas semanas. O mais-ou-menos novo filme da Ellen Page (“Juno”) tem trilha com músicas inéditas do grupo. Mais ou menos novo porque, apesar de estrear nos EUA só em maio, o filme foi feito bem antes de a atriz ter virado a queridinha Juno. "The Tracey Fragments" (em português, por enquanto, "Os Fragmentos de Tracey") tem uma história aparentemente nonsense de uma menina de 15 anos que vaga pela cidade semi-nua. Vou repetir: história aparentemente nonsense de uma menina de 15 anos que vaga pela cidade semi-nua. Ela pode ser bastante vista na parte traseira de um ônibus, à procura de seu irmão mais novo, que acredita ser um cachorro. Pausa para reflexão. Parece que o filme já passou por aqui no festival do Rio ou na Mostra de SP, confere?



* Categoria “nada mais a inventar”: para brincar com o nome do filme (“fragmentos”) e inovar na publicidade, os produtores (seguindo uma idéia "Creative Commons” da banda) simplesmente disponibilizaram todas as cenas do filme, aos poucos, para download. Com roteiro e a trilha sonora! Os internautas canadenses podiam assim, recriar, re-editar, re-ordenar, e fazer o que quiserem com elas, até criar o seu próprio filme. "Re-fragmentando Tracey", basicamente. O vencedor terá sua criação nos extras do DVD. Você não pode participar, mas pode ver tudo no YouTube, se não ligar para spoilers.

* A banda Broken Social Scene é amiga do diretor Bruce McDonald, e além de um cover da Patti Smith fez mais quatro músicas inéditas para a trilha. No MySpace do filme dá para ouvir algumas, procura aí. O CD sai oficialmente pelo iTunes no dia 6 de maio, e o velho formato físico chega às lojas no dia 13. A versão do BSS para “Horses” de Patti Smith ficou bem boa, com vocal de Liz Powell (Land of Talk). Além do BSS, outras bandas canadenses de rockabilly a punk recheiam a trilha. E outras têm trechos de músicas tocadas no filme, como a desbocada Peaches.

- trailer Oficial no YouTube: aqui.
- trailer com a música “Horses”: aqui.

* BONDE DO ROLÊ - PARTE DOIS – A caminho do Coachella, o Bonde do Rolê fez a estréia de sua nova formação (saiu Marina, entraram Laura e Ana) em apresentação em Miami, no Studio A. Este é um trecho da nova era do Bonde do Rolê, ao vivo na Flórida.




* KISS – A veterana banda americana Kiss vai desembarcar por aqui com sua indumentária bizarra em outubro, para shows no Brasil, Argentina e Chile, segundo transpira a imprensa chilena. Será a última chance de ouvir “Rock and Roll All Nite”, como estão dizendo. “Ültima turnê” do Kiss? Conta outra.

* NINE INCH NAILS - Nosso amigo Trent Reznor resolveu viver da e para a internet. O cara virou blogueiro. Está postando músicas online no dia em que as compõe, está abrindo as câmeras de seu estúdio para o povo ver a banda trabalhar e por aí vai. Feita nesta semana, disponibilizada nesta semana e transformada em vídeo nesta semana, a música nova "Discipline" é bem NIN. Dá uma olhada até o final. O vídeo, que mostra o Nine Inch Nails em desenho, "não acaba bem"... O vídeo na verdade não é do NIN, mas adotado pelo NIN. É de um site chamado Meathead, que tira sarro do NIN. Desta vez Trent Reznor gostou da zoeira e tomou para ele.




* “AIR” NO MILO - Dia 30 de abril começa oficialmente a temporada de “Air” no clubinho Milo Garage, em São Paulo. A idéia começou de brincadeira, no Orkut, mas regras já foram estipuladas e os primeiros corajosos já se inscreveram. Você pode air-tocar qualquer instrumento (vale air-violin, air-drums, air-keyboards, air-escaleta etc.). Mas o foco, como não poderia deixar de ser, vai ser o air-guitar. E a coisa vai funcionar mais ou menos assim: cada "etapa" terá quatro concorrentes, que devem se inscrever na comunidade do bar no Orkut e comparecer ao local até o horário da disputa, à 1h. Ao público fica a difícil tarefa de escolher o melhor air-guitar-hero da noite, que levará um CD de presente. Milo, himself, avisa: garotas também podem devem participar. Cuidado: "afinou", está fora das outras etapas. Let the game begin. =))

* PREMIAÇÃO DA SEMANA – Êêêê, eles voltaram. Os prêmios. Como reestréia, a Popload oferece as seguintes preciosidades pop:

1. Um Prêmio Coachella, vindo direto do recém-realizado festival da Califórnia. O prêmio é surpresa, trazido pela correspondente Fernanda Vendramini Tedde. Nem eu sei o que é. Mas só pode ser coisa boa. Fernanda Vendramini Tedde, além dessa espertíssima cobertura via SMS especialmente para a Popload, encheu seu próprio blog de informações de um dos principais festivais realizados nos EUA. Vale a olhada: twoway-monologue.blogspot.com, cheio de fotos e (logo mais) vídeos. O blog é editado a quatro mãos pela Fernanda e pela Thais Leon.

2. A edição americana da esperta banda nova Vampire Weekend, superatração do último Coachella, e que está ajudando (junto com o ótimo MGMT) a devolver a graça ao som de Nova York, que andava meio caído.

3. Um pacotinho de CDs nacionais, recém-lançados: o novo do Hot Chip, o duplo dos Stones (a trilha do documentário do Martin Scorsese) e a edição “turnê” de “Our Love to Admire”, do Interpol, que além do terceiro disco do grupo traz um DVD com show dos nova-iorquinos.

- O esquema para concorrer é o velho email lucio_ribeiro@ig.com.br ou via comentários.

* LISTA DE GANHADORES – Popload no ajuste de contas. Devo, não nego, e pago quando puder. Haha. Acompanhe aí os vencedores de veeeeelhas promoções:

- O CD “In Rainbows”, do Radiohead, edição americana:
Renato Marques

- Uma revista “Q” britânica, a edição de abril, com o REM na capa e um CD encartado.
Tuca (faltou sobrenome)

- Uma “NME” especial do NME Awards, com adesivos de bandas e o divertido CD de covers
Julia Maria Tanaka

- Uma camiseta da grife curitibana Onassis, com a estampa “New Rave Freak”
Marcela Prado

- Camiseta Architecture in Helsinki, da Reverbcity
Adriane Maiol

* Chegaaaaa deste post!


enviada por Lúcio


23/04/2008 10:52

Saquinhos plásticos de supermercado


* Xi. Adicionei mais um número ao item "Lost", mais para baixo. Prepare para ser spoiled de modo federal. Está meio em código, mas, se você quiser, você entende.

* Festa da inauguração do novo "escritório São Paulo" das organizações POPLOAD, na terça à noite, bombou de um jeito de perder o controle. Dizem até que fez a cidade tremer. Entende por que eu demorei a voltar aqui, não?

* Nesta semana tem COACHELLA Festival. Desta vez, depois de anos consecutivos, não vou ao festival. Dois motivos: os planos são outros para 2008 e não gostei da escalação desta edição 2008. Achei que "só" tem uns 30 shows legais para ver. Mas, enfim, a Popload achou um jeito de estar sim de corpo presente no maior evento musical americano, através de uma correspondente. A idéia é fazer uma cobertura engraçada (sem ser gozada), “diferente”, viva. Isso se tudo correr como o planejado.

* Nesta semana tem “LOST”. É a retomada da quarta temporada. Numa hora dessas, nesta sexta, já devemos ter visto que...
(spoiler spoiler spoiler spoiler spoiler)
1. O Ben manipulador-olhoesbugalhado-assassino é nosso melhoooooor amigo.
2. Ben foi parar na Tunísia e no... Iraque.
3. Um braço foi encontrado na ilha.
4. Lembra os caras falando em português na neve no final da segunda temporada? Então...
5. Resting in peace? Christian Shepherd.

* O guitarrista-pianista-baixista-baterista americano RYAN ADAMS, tocador de banjo de Jacksonville, anda bem doidinho e postando coisas estranhas em seu blog. Nesta semana ele pintou o cabelo de loiro e também apareceu numa foto tipo heavy metal, com camiseta do Iron Maiden e tudo. Bem que poderia ser verdade mesmo que ele está vin... Ok, ficarei quieto.

* NOVO STROKES – Seguuuura, novo rock. O quarto álbum do grupo mais adorado de 2001 para cá “está no forno, em ajuste de detalhes técnicos”, diz o baixista Nikolai em seu blog. Ainda na blogosfera, o que se fala é que o disco novo dos Strokes vai (também) ter uma estratégia de lançamento “diferente”.

* O famoso entrevistador norte-americano Conan O’Brien foi ao ar pela primeira vez em 1993, com seu “Late Night”. E o primeiro quadro musical do programa foi uma performance da então “nova bandinha inglesa” Radiohead. Nesta semana, O’Brien recebeu o Radiohead como convidado musical novamente, desta vez com a banda atuando ao vivo, exclusivo e especialmente para ele, direto de Londres. Letterman é o programa de entrevistas popular dos EUA. O’Brien é o “entrevistador da moçada”. Os Strokes preferem ir ao O'Brien ao Letterman, por exemplo. Voltando, O’Brien relembrou a primeira aparição do grupo de Thom Yorke em seu talk-show. Foi um programa especial sobre a causa verde (nada a ver com o Palmeiras, veja bem... Uma outra causa verde). O apresentador lembrou o Radiohead em 93 e os apresentou agora como a maior, mais cultuada e a mais consciente banda do mundo, em relação à eco-preocupação, tals.

* O número ao vivo mostrado pelo Radiohead foi a devastadora “House of Cards”, faixa do “In Rainbows”. Sensacional. No começo Thom Yorke explica no vídeo o motivo de não comparecer ao vivo ao programa, nos EUA. Eles ficaram na Inglaterra “reciclando os saquinhos plásticos de supermercado”, mania dos supermercados do Primeiro Mundo, paranóia "green" que eu vi de perto na última viagem a Londres, onde os estabelecimentos se preocupam em anunciar que suas embalagens são caixas, ou saquinhos de papel, ou são feitas de "plástico amigo da natureza". Mais do que anunciar ofertas de produtos, liquidações etc. Mas foi "piada temática" de Yorke, no entanto. Olha aí “House of Cards”, incrível.




* Mas sensacional também foi resgatar a tal primeira apresentação do Radiohead no show do Conan O’Brien, em 1993. Na época, parecendo o Daniel do Montage, Thom Yorke e banda arrebentaram o cenário modesto do programa que se iniciava com a quietLOUDquiet “Creep”, hit de seu primeiro álbum. Com telão mostrando carros na estrada, de fundo. O’Brien começava bem sua era de entrevistador (ele foi roteirista dos “Simpsons”). Bem anos 90.




* Caaaaalma!

enviada por Lúcio





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Lúcio Ribeiro é jornalista. Edita o Popload e escreve sobre música e cultura pop para a Folha de S.Paulo. É colunista das revistas Capricho e Homem Vogue. Co-apresenta o programa de rádio Poploaded. É DJ residente do clube Vegas e viaja o Brasil tocando em festas de rock.

Clique aqui para ver o tracklist do programa e vídeos da session ao vivo.

Alisson Guimarães
Ana Bean
Marcelo Costa
Eduardo Palandi


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